domingo, 2 de julho de 2017

A alegria que vem do Senhor!

Texto chave para memorizar: Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos, não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação.Habacuque 3:17-18

Introdução:
Todos nós desejamos a alegria e o prazer, todos nós queremos experimentar sentimentos bons como estes que nos fazem sentir bem. O prazer é uma sensação ou emoção agradável, ligada à satisfação de uma vontade ou uma necessidade. É uma alegria, contentamento ou júbilo. A alegria, também é um sentimento de contentamento de júbilo ou satisfação. Porém, tanto o prazer como a alegria são sentimentos. E não é disso que a Palavra do Senhor está nos ensinando. Os sentimentos vêm e vão, são instáveis e incontroláveis. Mas a alegria, que é fruto do Espírito, decorre da fé em Cristo Jesus e de uma vida cheia do Espírito Santo.

Aonde está a fonte da tua alegria e dos teus prazeres!

Quando o Senhor Jesus chama as pessoas a seguirem os seus passos ele diz que se nós quisermos segui-lo, teremos de negar a nós mesmos, ou seja, as nossas vontades, o nosso prazer, a nossa alegria, para em primeiro lugar, fazer as vontades Dele (Lucas 9:23). E quando aprendemos que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita (Romanos 12:2) e começamos a obedecer ao que disse Jesus e praticamos os Seus mandamentos, somos enxertados na videira que é Cristo, passamos a viver Jesus Cristo, experimentar o mesmo Espírito que há em Cristo, nos alegrar com as coisas que Jesus Cristo se alegra, sofrer com as coisas que Ele sofre, valorizar o que Ele valoriza e buscar as coisas que Ele busca. Ele é a fonte de águas vivas, Ele é a fonte da nossa alegria, Ele é tudo o que nós precisamos. Porque Dele, por Ele e para Ele são todas as coisas (Romanos 11:36).

 

 

A maioria das pessoas que não conheceu a Cristo, que não experimentou a Cristo verdadeiramente, ainda está na busca das coisas materiais e de reconhecimento humano, inclusive muitos que se dizem crentes. Sentem uma tristeza, um vazio, uma angústia interior nas profundezas do seu ser. Tentam de todas as formas preencher este vazio com sentimentos de alegria e sentimentos de prazer. O problema é que sentimentos são passageiros. Mas o Senhor Jesus quer que você entenda que a primeira coisa que você deve fazer para ser uma fonte a jorrar é se entregar totalmente a Cristo, mas para isso, precisa fortalecer a sua fé em Jesus Cristo. Sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6). Não vale dizer que tem fé! A fé deve estar baseada somente em Jesus Cristo e mais ninguém. 

 

Por conseguinte, a fé deve ser seguida de obediência incondicional à Palavra de Deus, ou seja, à Jesus. Jesus é o verbo de Deus (João 1:1). E quando passamos a obedecer a Jesus, pela fé, não por sentimento; quando passamos a buscar a presença de Deus por obediência e não por sentimento, quando passamos a encher a nossa mente das coisas de Deus e praticar as coisas de Deus e falar das coisas de Deus, então seremos cheios do Espírito de Deus, pois Ele só se aproxima daqueles que o buscam de todo o coração, alma, entendimento e com todas as suas forças (Tiago 4:8).

Em Gálatas 5:22 diz que “o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Esta alegria não foi gerada por sentimentos humanos, mas pela fé em Jesus Cristo. A alegria que vem do Espírito é espiritual. A alegria que provém da carne é sentimental. A alegria que vem do Espírito não está baseada em realizações pessoais e conquistas. A alegria que vem do Espírito é fruto da intimidade com o Espírito de Jesus Cristo, do amor por Jesus Cristo, da busca e do desejo de conhecer mais a Jesus e fazer a Sua vontade, pela fé em Jesus, o Filho de Deus.

 

Se você obedecer a Palavra de Deus e buscar se encher do Espírito, encontrará fontes inesgotáveis da verdadeira alegria. O prazer carnal dura apenas alguns momentos, mas o prazer e a alegria que provém de uma intimidade espiritual com Jesus Cristo não tem fim, pelo contrário, é uma fonte inesgotável.

 

Salmo 1 diz: “Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes, o seu prazer está na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. Ele é como árvore plantada junto a corrente de águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido. ” Você gostaria de ser esta pessoa?

 

Veja o que diz estes textos:

 

Salmos 119:111 – “Os teus testemunhos, recebi-os por legado perpétuo, porque me constituem o prazer do coração.

 

Salmos 119:92 – “Não fosse a tua lei ter sido o meu prazer, há muito já teria eu perecido na minha angústia.

 

Isaías 12:2 e 3 – “Eis que Deus é a minha salvação; confiarei e não temerei, porque o SENHOR Deus é a minha força e o meu cântico; ele se tornou a minha salvação. Vós, com alegria, tirareis água das fontes da salvação.”

 

 

O QUE PODEMOS FAZER...

• Leia Filipenses 3:1; Lucas 1:46-47; Lucas 10:20; Colossenses 3:16
• Alegre-se pela fé em Jesus Cristo, alimentando a sua mente com a Palavra de Deus, em oração.
• Experimente Deus, Experimente o Espírito de Deus, sendo obediente, íntegro e submisso a Jesus Cristo em tudo o que Ele diz.
• Obedeça o que diz em Mateus 6:33 e siga o conselho de Colossenses 3:1-4.
• Enquanto viver neste mundo, aproveite o que Deus te proporcionar mas tome cuidado, observando o conselho em 1 João 2:15-17.

 

 

No amor de Jesus Cristo, 

 

Filipe A. Espindola

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Qual a sua identidade no Reino de Deus?

Texto chave:para memorizar: Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do Homem,  então, sabereis que EU SOU  e que nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou.E aquele que me enviou está comigo, não me deixou só, porque eu faço sempre o que lhe agrada. - João 8.28–29
Introdução:

Há uma crise de identidade muito grande no meio da população, fruto de famílias desestruturadas, relacionamentos quebrados, famílias divididas, abandono dos pais, etc. Mas é interessante notar que em alguns aspectos, as pessoas não abandonam a sua identidade. Por exemplo, você já viu alguém mudar o seu time de futebol como torcedor? Não conheço, e se existirem, são raros os casos. Há, também, os casos de identidade espiritual. Por exemplo, homens alcoólatras, cujos pais eram alcoólatras e os filhos seguiram no mesmo caminho, trazendo dor e sofrimento a toda a família, e apesar disso, é tido como uma situação normal por muitas pessoas.
Na sua carteira de identidade, você vê o nome do pai e o nome da mãe. Ali é estabelecido o seu sobrenome, ou o nome da família à qual pertence, o país em que nasceu, a data em que nasceu.
Com o passar dos anos, como fruto de uma era pós-moderna, pós-ditadura, o povo se levanta contra todo tipo de regras comportamentais impostas pelo governo e pela própria sociedade e vemos uma liberação do sexo, liberdade de expressão, vemos o surgimento do movimento dos hippies e hypster, se rebelando contra tudo, contra o status-quo existente.
Há alguns anos atrás, as pessoas votavam em um candidato político por causa da sua ideologia partidária. Nas últimas eleições, as pessoas procuram candidatos segundo os benefícios que podem receber, pensando apenas em si mesmas. Na última eleição, grande parte dos eleitores se absteve, porque não sabem em quem votar, ou não acreditam em mais ninguém, porque os seus desejos foram frustrados. Esta é a identidade brasileira, da pátria mãe, da padroeira, que trata todos como incapazes, como crianças indefesas e os mantém reféns para manipular como e quando quiser. Esta geração é a geração da bolsa de estudo, da bolsa família, da bolsa presídio, da bolsa de assistência. Para elas não existe outro tipo de vida a não ser pedir. E um dos problemas do brasileiro é que quer receber tudo de graça, só quer viver de doação, de assistencialismo.
Cada país tem uma identidade atribuída a seu povo. Do brasileiro, pode-se dizer que é religioso e idólatra, povo do carnaval, do futebol, mas também trabalhador e lutador, povo pobre, mas também corrupto, que aplaude a lei de Gerson, de sempre querer levar vantagem, mesmo que isso seja ilegal. Do americano, pode-se dizer que é um povo capitalista, que só pensa em si mesmo, que faz guerras para defender qualquer coisa. Do alemão, do inglês, do francês, pode-se dizer que são povos que não gostam de se relacionar como o brasileiro e que são mais fechados em seus relacionamentos. Dos iraquianos, iranianos, afegões, pode-se dizer que são povos mal-tratados, e que por isso se tornaram violentos e distribuem ódio em muitos lugares na busca de uma paz interior, na busca por justiça.
Mas lembre-se: Somos do Reino de Deus! Estamos no mundo, mas não somos mais do mundo. Ele nos libertou do império das trevas  e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção,  a remissão dos pecados. (Colossenses 1:13-14). Jesus disse: Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal. Eles não são do mundo, como também eu não sou (João 17:14-16).
No Reino de Deus, a nossa identidade é outra. Jesus em nós é a esperança da glória. Paulo nos ensina em Romanos 7:4: Assim, meus irmãos, também vós morrestes relativamente à lei, por meio do corpo de Cristo,  para pertencerdes a outro, a saber, aquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que frutifiquemos para Deus. Por isso, a sua identidade não é mais familiar ou sanguínea, ou por nacionalidade. A sua identidade é divina, é sobrenatural e ela só vem, negando a identidade terrena, do eu, diminuindo, se negando, para que Ele cresça, para que a Sua vontade se estabeleça, porque Jesus Cristo em nós, é a esperança da Glória. Somos do Senhor, porque Dele e por Ele, e para Ele são todas as coisas.
O Senhor procura trabalhadores para a sua seara. Se Você foi achado por Ele, apresente-se para trabalhar para o Senhor, olhe só para Ele e veja o quanto Ele fará na tua vida. Mesmo que não tenha dinheiro no banco, nem muitos bens ou riquezas, você é rico em Cristo. Isto faz parte da tua identidade.
Para entrar no Seu Reino, precisamos de Jesus, e Jesus disse que para segui-lo tem que: negar a si mesmo, dia a dia tomar a sua cruz, e aí, então, pode segui-lo. Se você é discípulo, olhe para Jesus, e mantenha os olhos Nele. Esqueça as afrontas, perdoe os pecados dos outros e libere as mágoas do coração pois não servem para dar vida, mas para aprisionar, pois são instrumentos do diabo. Jesus veio para dar vida e vida em abundância.

Evite o caminho do abandono. Muitos trocam o cônjuge e abandonam a família; por qualquer coisa se divorciam. Por qualquer coisa mudam de igreja, abandonam seu pastor. Quem abandona a igreja, abandona o seu pastor. Cuidado. Muitos falsos profetas tem se introduzido para enganar pessoas, dizendo que tem unção especial, se auto proclamando apóstolos, se auto proclamando pastores, vendendo óleo de Israel, dizendo que tem unção disso ou daquilo, e até fazendo "macumbaria gospel". Eu tenho um Deus e tenho um pastor que me ganhou para Jesus. Eu tenho identidade e por isso devo honra, respeito e submissão ao meu pastor e igreja. E você? Não abra mão dessa identidade. Você tem pai espiritual, que te gerou, que te discipulou? honre a ele. E assim, estará honrando a Deus.

O Discipulado e a Justa Cooperação

Texto chave:para memorizar: Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor. Efésios 4:15-16
Introdução:
Quando falamos de discipulado, em primeiro lugar devemos relembrar o que significa ser discípulo: alguém que deseja aprender ou seguir alguém que o ensine. Quando dizemos que somos discípulos de Jesus, queremos aprender o que Jesus ensinou e viveu. Cada um de nós, ao longo da vida, passa por diversas fases ou níveis de aprendizado, no discipulado. Quando um corpo nasce, tem que passar por todas as fases até atingir a idade adulta. Não é possível um bebê nascer, e dali um ano se tornar adulto. Da mesma forma, no crescimento espiritual, todos precisam passar pelas diversas fases do crescimento, sob pena de, jamais atingirem a maturidade cristã e serem totalmente infrutíferos. Ao invés de se tornarem discípulos de Jesus, se tornam meros religiosos expectadores, pois não aprendem com Cristo que devem trabalhar no corpo para que aconteça a justa cooperação de cada parte e não venha a sobrecarregar o corpo.

Fases de um discipulado

Consolidação: Quando um bebê nasce, ele precisa de cuidado diário. Não sabe caminhar, não sabe comer sozinho, não sabe se cuidar. Da mesma forma um cristão recém-convertido, que tomou a decisão de seguir a Jesus, ainda não sabe o que significa ser um discípulo e não sabe a diferença entre ser religioso e ser um discípulo de Jesus. Por isso, precisa ser conduzido no processo ao qual chamamos de consolidação. Este é o primeiro ano na vida do crente. Em nossa congregação, ministramos a classe Passo a Passo com Cristo 1, que vai leva-lo a cumprir com a ordenança do batismo de uma forma consciente.
Nesta fase, este bebê espiritual vai entender o que significa ser discípulo de Jesus e deve tomar uma decisão para pagar este preço que Jesus declara aos seus discípulos em Lucas 9:23: Se alguém quer vir após mim (ser discípulo), a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me. A partir deste momento, a submissão e a obediência são as marcas fundamentais de um verdadeiro discípulo. Período: 3 a 4 meses.

Discipulado um a um: O bebê não escolhe o pai, assim como o discípulo não pode escolher o seu discipulador. Quando um discipulador busca pessoas para fazer discípulos, vai procurar alguém que esteja disposto a se submeter à vontade de Jesus Cristo, obedecendo às instruções e ensinos do seu discipulador. Muitas pessoas querem fazer o caminho inverso, escolhendo o seu discipulador. O que se descobre, é que geralmente essas pessoas ainda não morreram para si mesmas e acabam sendo problemáticas e infrutíferas no meio da igreja. Mas aquelas que se submetem, andam debaixo da autoridade, ouvem o que o seu discipulador lhes ensina e fala a mesma linguagem do seu discipulador, repetindo o que ele fala, o que ele diz e desejam estar junto dele o tempo todo. Período: de 01 a 02 anos.

Discipulado em grupo: Acontece quando o discipulador tem vários discípulos que gerou desde bebê e, à partir do primeiro e segundo ano de discipulado um a um, ou seja, à partir do momento em que o discípulo começa a amadurecer, o discipulador reúne os seus discípulos e começa a gerar neles o vínculo da unidade, fazendo-os andarem juntos, ensinando-os a fazerem discípulos e gerar frutos em todas as áreas de suas vidas.

Grupo Célula: É um grupo que se reúne, debaixo da liderança de um discípulo submisso ao seu pastor. Nesse grupo, muitas pessoas são designadas a participar por questões de proximidade ou vínculos de amizade, mas nem todos são ou foram discipulados individualmente. Mesmo assim, o grupo célula é um grupo de discipulado, ou pelo menos, deveria ser. Porque chamamos “Grupo Célula” a um grupo que se reúne em uma casa? Porque células humanas saudáveis se multiplicam em outras. Células cancerígenas, comem as saudáveis e depois se auto-destroem, matando o corpo.

Portanto, um grupo célula é um grupo de discipulado, que se submete e faz o que a sua liderança ensina e ordena. Não há mais opção de escolha nesse nível de maturidade e vinculação com o corpo. Talvez você não tenha um discipulador um a um, mas se você participa de uma célula, deve se submeter ao líder desta célula como o seu discipulador, o seu líder, a sua autoridade, enquanto esta autoridade, estiver submissa ao seu pastor.
Se o seu líder ou discipulador se levanta contra o pastor ou pastores da igreja, fala mal do pastor ou ministra coisas que o pastor nunca ensinou, comunique os pastores da igreja imediatamente. A célula corre grande perigo. Pessoas que não tem a mesma linguagem do pastor e não falam o que o pastor fala, nem o que ele ministra, mas com frequência, compartilham o que pastores e ministérios de fora ensinam: Tome cuidado com estas pessoas. Paulo diz em 2 Tessalon. 3:14 que não devemos nos associar com elas, mas adverti-las como irmãos. A unidade do corpo corre perigo quando pessoas se levantam no meio da congregação para semear desunião, divisões e facções.



O QUE PODEMOS FAZER...

·         Seja um discípulo fiel, mantendo regularidade e fidelidade na leitura da palavra, oração, encontros de discipulado, reuniões da célula, cultos de celebração, Escola Ministerial e Treinamento de Liderança.
·         Tenha por objetivo fazer discípulos para Jesus Cristo. Quando você tiver pelo menos dois discípulos já tem uma célula.
·         Ensine as pessoas que você discipula que para serem, efetivamente, discípulos, devem, também, fazer discípulos, investindo tempo na vida deles.

·         Ensine as pessoas que você discipula que se elas não obedecerem a este mandamento de Jesus (Mateus 28:18-20) de fazer discípulos, o corpo começa a ter dores localizadas, depois passa a ter dores e inflamações crônicas, doenças crônicas e passa a ser um corpo cheio de problemas, aonde a justa cooperação não acontece, sobrecarregando o pastor e os irmãos que tentam trabalhar, dando a sua justa cooperação. Se você morreu e Cristo vive em você, seja obediente, seja cooperante, seja um discípulo de Jesus Cristo, seja membro de uma célula, seja vinculado ao corpo de Cristo. Se estiver fora disso, está colocando sua vida espiritual em risco, se autodesligando do corpo.

Deus é o nosso refúgio!

Texto chave:para memorizar: Há um rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo. Deus está no meio dela; jamais será abalada; Deus a ajudará desde antemanhã. Bramam nações, reinos se abalam; ele faz ouvir a sua voz, e a terra se dissolve. O SENHOR dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. Salmos 46:4-7
Introdução:
Saber que Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações, muitos sabem. Praticar e demonstrar que confiamos Nele no meio da crise, das pressões e das tempestades, todos nós, em algum momento, falhamos. E falhamos, porque não corremos para o refúgio, achando que podemos resolver sozinhos, por conta própria, ainda que com a ajuda de pessoas, mas sem a ajuda de Deus, sem buscar em Deus.

Tememos aquilo que vemos!

Lembrando daquela tragédia que aconteceu no Rio de Janeiro, quando um ciclista perdeu a vida, no momento em que andava em cima de uma passarela, que foi violentamente atingida por uma onda, podemos imaginar a força e o poder que há em uma onda, no mar e nas tempestades.

Quando as ondas atingem as paredes montanhosas de Whitby, na Inglaterra, duramente castigadas pela ação das ondas ao longo de milhares de anos, sentimos a terra tremer, e nos apavoramos com o som do impacto que é emitido. Quando uma tempestade atinge uma embarcação, as ondas e o vento produzem sons que aterrorizam qualquer um que esteja no meio da tempestade. Assim foi com os discípulos que estavam no barco.

E no meio da tempestade, muitos esquecem a fé, esquecem a Deus, esquecem de onde pode vir o auxílio. Deixam o pavor tomar conta do coração, e entram em pânico. Ao tentar salvar a si mesmos, se afundam cada vez mais. Quantas vezes, salva-vidas precisam nocautear pessoas que estão se afogando no mar, pois elas se debatem tanto, que não permitem que o salva-vidas as leve para a praia em segurança. E muitas vezes, assim somos nós. Nos debatemos ao invés de nos aquietarmos.

Em outras palavras, o Salmo 46 nos diz que “ainda que as águas do mar sejam fortes e violentas, a tal ponto de sacudirem os montes, com muita intensidade e muito barulho, há um rio que nasce, de pequenas correntes, que alegram a cidade de Deus, que trazem conforto e paz. Esta corrente, apesar de ser pequena, satisfaz.

Mas tememos mais o que vemos, do que aquilo que é invisível, que só pode ser visto pela fé, com os olhos da fé. E aquele que consegue ver, pela fé, agrada a Deus. E quem consegue beber esta água, viver às suas margens, mergulhar nas suas águas, descansar, confiar e se alegrar com suas correntes, estará seguro.

A nossa fé é realmente testada, verdadeiramente testada, somente quando somos levados em direção à severos conflitos e, até mesmo, quando o próprio inferno parece aberto para nos engolir.

Em Isaías 8:6-7 diz: “Em vista de este povo ter desprezado as águas de Siloé, que correm brandamente, e se estar derretendo de medo diante de Rezim e do filho de Remalias, eis que o Senhor fará vir sobre eles as águas do Eufrates, fortes e impetuosas, isto é, o rei da Assíria, com toda a sua glória; águas que encherão o leito dos rios e transbordarão por todas as suas ribanceiras.”

O profeta se refere ao canal que conduzia a água desde o tanque superior, ao norte de Jerusalém, até o tanque de Siloé, para o sul, onde era armazenada para uso na cidade. Esse canal simboliza aqui a tranquilidade e o bem-estar que Acaz não aceitou de Deus, ao tentar aliar-se com a Assíria (Is.7:1-9). Mais tarde a Assíria invadiria Judá como as águas transbordantes dos rios, isto é, o rio Eufrates, como símbolo de muito poder e destruição.

O Espírito Santo nos exorta e nos encoraja a compartilhar a mesma confiança nas águas tranquilas que provém do Senhor. Apesar dos recursos daqueles que se ensoberbecem, exaltando a si mesmos contra nós, devemos nós preservar a nossa tranquilidade em meio à tempestade e problemas, e não se atemorizar ou se envergonhar por causa dessa condição vulnerável, enquanto a mão de Deus está estendida para nos salvar.

Ainda que a ajuda de Deus venha em nosso socorro de uma forma sutil, calma e secreta, como as nascentes de uma corrente, mesmo assim, nos leva a um lugar, ou promove dentro de nós mais tranquilidade de espírito do que se todo o mundo se juntasse para nos ajudar.



O QUE PODEMOS FAZER...

·         Confie no Senhor e ore ao Senhor como fez Davi no Salmo 23
·         Não escute o que dizem as pessoas com pouca fé. Não escute quando falam contra a palavra e oração dos pastores que Deus colocou sobre a tua vida, pois o objetivo do inimigo é atingir a tua fé. Assim fez Rabsaqué para destruir a fé do povo e jogar o povo contra Ezequias em 2 Reis 18:19-35
·         Tenha calma para escutar o som sutil das correntes de águas desse rio que sai do trono de Deus e seja vivificado.
·         Se plantar a sua vida junto a essas correntes de águas, tudo o que você fizer será bem-sucedido como afirma o Salmo 1.

·         Aquiete-se, acalme-se, não em qualquer lugar, mas na presença de Jesus Cristo, o verbo eterno. Estas águas representam a Sua Palavra, que é Jesus. Quando você estiver cheio da Palavra, ou seja, cheio de Jesus, você não ouvirá mais o poder e força das muitas águas e tempestades, pois Ele te fará seguro no meio de qualquer tormenta.

A soberba e o contentamento!

Texto chave:para memorizar: Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. 1 Timóteo 6:8
Introdução:
Quando Lúcifer desejou ser maior ou igual a Deus e o seu coração se ensoberbeceu, perdeu tudo o que tinha e ainda foi expulso da presença de Deus. Porque? Não se contentou com aquilo que o Criador havia lhe dado, se ensoberbeceu e a rebeldia entrou em seu coração. Assim como Lúcifer, um coração soberbo nunca se contenta, e portanto, tem dificuldade em agradecer, pois quer sempre mais.

Padrões bíblicos de contentamento!

Todos nós podemos crescer, desenvolver e até enriquecer economicamente falando. Mas Jesus nos chama a uma tomada de decisão. Ou amamos a Deus, ou às riquezas (Mateus 6:24). E quando decidimos amar a Deus, decidimos amar a Jesus. E se amamos a Jesus, devemos obedecer aos seus mandamentos. E o que dizem os seus mandamentos sobre o contentamento e como ele está ligado diretamente à soberba? A soberba impede o contentamento, e por isso, precisamos sujeitar-nos a Cristo, uns aos outros e fazer morrer esta terrível natureza humana, deixando o Espírito Santo fazer novas todas as coisas na sua vida.

Veja os seguintes textos:

Filipenses 4:4-7 – “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.”

Filipenses 4:11“Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.” Paulo nos ensina que devemos estar contentes, na riqueza, mas também, na pobreza, em tempos de crise, ou em tempos de prosperidade. Os padrões de contentamento do mundo em que vivemos, seguem a raiz da soberba: vaidade, ostentação, exagero, amor próprio exagerado e egoísmo!

Salmos 33:18-22 - Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia, para livrar-lhes a alma da morte, e, no tempo da fome, conservar-lhes a vida. Nossa alma espera no SENHOR, nosso auxílio e escudo. Nele, o nosso coração se alegra, pois confiamos no seu santo nome. Seja sobre nós, SENHOR, a tua misericórdia, como de ti esperamos.

Salmos 34:6-10 - Clamou este aflito, e o SENHOR o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações. O anjo do SENHOR acampa-se ao redor dos que o temem e os livra. Oh! Provai e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele se refugia. Temei o SENHOR, vós os seus santos, pois nada falta aos que o temem. Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam o SENHOR bem nenhum lhes faltará.

Salmos 37:3-7 - Confia no SENHOR e faze o bem; habita na terra e alimenta-te da verdade. Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará. Fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia. Descansa no SENHOR e espera nele.

Salmos 37:16-19 - Mais vale o pouco do justo que a abundância de muitos ímpios. Pois os braços dos ímpios serão quebrados, mas os justos, o SENHOR os sustém. O  SENHOR conhece os dias dos íntegros; a herança deles permanecerá para sempre. Não serão envergonhados nos dias do mal e nos dias da fome se fartarão.

Salmos 39:6-7 -  “Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta; amontoa tesouros e não sabe quem os levará. E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança.”

Salmos 46:1 – “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.”

Salmos 49:5“Por que hei de eu temer nos dias da tribulação, quando me salteia a iniquidade dos que me perseguem, dos que confiam nos seus bens e na sua muita riqueza se gloriam? ” Muitas empresas têm enriquecido às custas de trabalho escravo. Preços exagerados, impostos absurdos, salários reduzidos, corrupção...O que está por trás é a ganância. Muitas pessoas não têm empresas, mas deixaram o mesmo espírito de ganância tomar lugar no seu coração e preferir confiar no poder do dinheiro a confiar o seu sustento e a sua vida inteiramente a Deus.



O QUE PODEMOS FAZER...

·         Viva o padrão bíblico de contentamento. O padrão bíblico de contentamento nos leva a afastar a ansiedade e evitar a depressão. Controle seu contentamento, controle sua alma crucificando diariamente o seu ego! Decida ser agradecido e ter uma vida contente com toda e qualquer situação. Se forem prósperos os teus dias, agradeça. Veja o quanto Deus já te abençoou.
·         Viva para servir a Deus e não o contrário. Muitos usam Deus para atingir os seus objetivos e realizar seus sonhos, mas quando são chamados para servir, sempre dão uma desculpa, sempre tem um compromisso.
·         Seja moderado e equilibrado em todas as coisas: No modo de viver, de falar, de comer, de trabalhar, de agir, de estudar. O governo de Deus deve agir em todo o seu ser.

·         Estabeleça a sua alegria e prazer no Senhor. Assim, estará contente em todo o tempo.

A maledicência atrai a ira de Deus!

 Texto chave para memorizar:  Prosseguiu Moisés: Será isso quando o SENHOR, à tarde, vos der carne para comer e, pela manhã, pão que vos farte, porquanto o SENHOR ouviu as vossas murmurações, com que vos queixais contra ele; pois quem somos nós? As vossas murmurações não são contra nós, e sim contra o SENHOR. Êxodo 16:8
Introdução:
O fruto do Espírito, como diz Paulo em Gálatas 5:22, é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Quem tem o Espírito Santo, não pratica a maledicência. Nesta edição, quero alertar você para que evite cometer este pecado, ativa ou passivamente. Ativamente, quando você fala mal dos outros, quer sejam eles irmãos, amigos, pastores ou até descrentes. Passivamente, quando você ouve a maledicência e não corrige o transgressor, mas concorda com tudo o que ele disse. Nesse caso, se você levar a conversa que ouviu adiante disseminando tal maledicência entre os irmãos, além do pecado da maledicência, está cometendo o pecado gravíssimo da contenda entre irmãos, o que Deus abomina, como está escrito em Provérbios 6:16-19.

A intenção do que fala mal é conseguir adeptos!

Quando alguém está descontente com alguma coisa ou pessoa, a primeira atitude é compartilhar a sua dor. E todos nós, eventualmente podemos sofrer essas situações. Mas há uma grande diferença entre aquele que é cheio do Espírito e aquele que é cheio de amargura, ressentimento e ódio, ou seja, cheio das obras da carne. O que é cheio do Espírito, quando tem dor, pede oração, clama ao Senhor e entrega as suas aflições no altar. O que não tem o Espírito de Deus, é um instrumento à disposição de Satanás, pois é a boca desta pessoa, que o diabo vai usar para contaminar e disseminar as suas setas malignas. E então, o maledicente abre a sua boca para maldizer. Com isso, ele espera que aquele que o ouve, tenha compaixão dele e passe a ter os mesmos sentimentos dele. Mas se esquece de que, quando murmura, fala mal, ofende a integridade dos outros, mente ou espalha dissensão, está fazendo isso contra Deus. Aquele que fala mal e espalha fofocas não tem temor de Deus!

O povo falou mal de Moisés e murmurava contra ele continuamente. Mas Deus disse a Moisés que não era contra Moisés que o povo murmurava, mas contra Deus. Quando o maledicente murmura do pastor, da igreja, dos ministérios, das lideranças no corpo de Cristo, não é contra elas que ele murmura, mas contra o próprio Deus. E se você entrar na estrada do maledicente, lembre-se: é caminho de morte, pois atrai a ira de Deus. Foi assim com o povo de Israel que saiu do Egito: todos morreram, com exceção de Josué e Calebe que confiaram em Deus.


Vejamos alguns conselhos da Palavra de Deus:


Provérbios 1:10 – “Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas”.

Provérbios 2:12 – “para te livrar do caminho do mal e do homem que diz coisas perversas”.

Provérbios 8:13 – “O temor do SENHOR  consiste em aborrecer o mal;  a soberba, a arrogância, o mau caminho e a boca perversa, eu os aborreço”.

Provérbios 10:23,31 e 32  – “Para o insensato, praticar a maldade é divertimento; para o homem inteligente, o ser sábio. A boca do justo produz sabedoria, mas a língua da perversidade será desarraigada. Os lábios do justo sabem o que agrada, mas a boca dos perversos, somente o mal.”

Provérbios 11:13 – “O mexeriqueiro descobre o segredo, mas o fiel de espírito o encobre.”

Provérbios 14:3 – “Está na boca do insensato a vara para a sua própria soberba,     mas os lábios do prudente o preservarão.”

Provérbios 16:28 – “O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos.”

Provérbios 17:14 – “Como o abrir-se da represa, assim é o começo da contenda;
    desiste, pois, antes que haja rixas.”  

Provérbios 18:6,8 – “Os lábios do insensato entram na contenda, e por açoites brada a sua boca. A boca do insensato é a sua própria destruição, e os seus lábios, um laço para a sua alma. As palavras do maldizente são doces bocados que descem para o mais interior do ventre.”

Provérbios 20:19 – “O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios.”

Provérbios 21:23 – “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias.”

Provérbios 24:21 – “Teme ao SENHOR, filho meu, e ao rei e não te associes com os revoltosos. Porque de repente levantará a sua perdição, e a ruína que virá daqueles dois,  quem a conhecerá?”

Provérbios 25:9-10 – “Pleiteia a tua causa diretamente com o teu próximo e não descubras o segredo de outrem; para que não te vitupere aquele que te ouvir, e não se te apegue a tua infâmia.”


O QUE PODEMOS FAZER...
·         Leia Prov. 29:20; Tiago Cap. 3 e 4, I Tessal. 5:12-22; 2 Tessal. 3:6.
·         Seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar (Tiago 1:19).
·         Seja inimigo de contendas (I Timóteo 3:3)
·         Não siga espíritos enganadores e hipócritas, pois poderá perder a sua fé. (1 Timóteo 4:1-4).

segunda-feira, 17 de abril de 2017

A Páscoa do Senhor

Páscoa é passagem! Passagem da escravidão para a liberdade! A Páscoa é a primeira das Festas do Senhor e a mais importante para os discípulos de Jesus, para aqueles que se dizem cristãos! A Páscoa não é coelho, não é chocolate, a Páscoa que celebramos é a Páscoa do Senhor!

No Antigo Testamento, a Páscoa significou a libertação do Egito, de Faraó e de suas forças opressoras. No Novo Testamento, a Páscoa significa a libertação das trevas para o Reino de Jesus Cristo. No antigo testamento, o sangue derramado e colocado nos umbrais das portas foi o sangue de cordeiros, para livrar o povo da morte de seu primogênito. No Novo Testamento, o sangue derramado não foi o de cordeiros, mas Jesus, o cordeiro de Deus, o unigênito de Deus, derramou o Seu sangue por nós, e se tornou o primogênito dentre muitos irmãos, que somos nós, todos os que cremos em seu sacrifício.
Esta foi a mensagem ministrada no culto de ontem à noite. Esta é a Festa que celebramos todo mês quando comemos a Ceia do Senhor. Quando comemos a Ceia do Senhor devemos lembrar que é a Páscoa do Senhor que comemos, pois estamos saindo, saindo deste mundo, saindo da escuridão, para o reino de Deus. Jesus breve vem. Ele nos aguarda para bebermos juntos do fruto da videira, novo. Ele nos espera. Você está aguardando Jesus? Pr. Filipe Espindola!

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Os batistas não são protestantes

 As pessoas, geralmente, fazem parte de três grandes grupos religiosos. Se não for Judeu ou Católico Romano, automaticamente, considera-se a pessoa um Protestante, não levando em conta outros grupos como o Hindu, o Budista, etc. Assim, conseqüentemente, o Batista é considerado "Protestante". E isto não é a verdade histórica. Os Batistas nunca foram Protestantes.

A Reforma Protestante normalmente é datada de 31 de Outubro de 1517, quando Martinho Lutero afixou suas 95 Teses na porta da Igreja Castelo em Wittenburg, Alemanha. Porém, isto foi somente um de vários atos que levou a uma ruptura com Roma.

Um evento de grande importância, mas muitas vezes não lembrado, é o Segundo Concilio de Speier no dia 25 de abril de 1529. Este Concílio Católico Romano foi feito para tomar ação contra os Turcos e também diminuir o progresso dos Luteranos e outros que não cooperavam com o Papa. Basicamente a reação dos príncipes luteranos era contra as decisões do referido Concílio, um protesto escrito formal condenando certos assuntos aprovados e contrários à fé como os príncipes a entenderam. Assinaram o documento, Elector John de Saxônia, Margrave George de Brandenburgo, os duques Ernest e Francis de Braunschweig-Luneburg, Landgrave Filipe de Hesse, Príncipe Wolfgang de Anhalt, e os representantes de catorze cidades imperiais. O protesto foi desenhado para protege-los das decisões do Concilio. Foi uma medida defensiva. O renomado historiador eclesiástico, Phillip Schaaf, em sua "História da Igreja Cristã," Tomo VII, p. 692 afirma que "A partir deste protesto e apelo os Luteranos foram chamados 'Protestantes.'" A Enciclopédia Católica, Tomo XII, p. 495 confirma os mesmos escritos.

Estes líderes Luteranos, e alguns Reformados, que fizeram este apelo no famoso Concilio de Speier, protestaram só para si, em seu próprio nome. Não incluíram os Batistas que, deles, aliás afirmaram "Todos os Anabatistas e pessoas rebatizadas, macho ou fêmea, de idade madura, serão julgados e levados da vida natural à morte, por fogo, ou espada ou qualquer outra forma, como pode beneficiar as pessoas, sem julgamento prévio de juizes espirituais." Os Batistas de então não fizeram parte deste protesto e conseqüentemente não podem levar o nome "Protestante" A seguir, três razões porque os Batistas não são Protestantes.

Historicamente Batistas não são Protestantes.
Os Protestantes datam do século 16. São Luteranos, Reformados, e outros que eram Católicos Romanos mas deixaram sua fé católica para começar suas próprias denominações. Os Batistas não saíram de Roma como Lutero, Calvino e Zwingli, porque nunca pertenceram a ela. Não começaram no tempo da Reforma, mas centenas de anos antes. Os Batistas não tentam traçar sua sucessão histórica de volta aos dias dos Apóstolos. Simplesmente dizem que em cada época da história eclesiástica, havia grupos que creram nas mesmas doutrinas que os Batistas crêem hoje. Estes grupos podiam ou não ser ligados uns aos outros, e foram conhecidos por nomes diferentes. Eram os Montanistas (150 d.C.), os Novacianos (240 d. C.), os Donatistas (305 d.C.), os Albigenses (1022 d.C.), os Valdenses (1170 d.C.). O nome genérico "batista" veio a ser bastante usado somente pouco antes da Reforma Protestante. Plena informação histórica recusa a idéia de que havia um único grupo religioso somente, isto é a Igreja Católica Romana, até o tempo de Martinho Lutero. Quem crê assim simplesmente não tem feito um estudo criterioso da história eclesiástica.

Quero introduzir de propósito, o testemunho "não batista" da grande antiguidade do povo Batista. Cardeal Hosius (1504-1579) era um prelado Católico Romano cuja obra vitalícia foi a investigação e supressão de grupos não Católicos. Foi nomeado pelo Papa Paulo IV um dos três presidentes papais do famoso Concílio de Trento. Liderou vigorosamente a obra da contra-reforma. Se alguém conheceu as doutrinas e a história de grupos não Católicos após a Reforma, era o Cardeal Hosius. Ele disse: "Se os Batistas não fossem atormentados e cortados fora com a faca durante estes últimos 1.200 anos, fariam um enxame de maior número que todos os Reformadores." (Cartas Apud Opera, pp. 112, 113). Note cuidadosamente que este erudito autoridade Católica tem falado da ferrenha perseguição que os Batistas agüentaram, e que ele claramente faz distinção entre eles e os reformadores, e que ele os data 1.200 anos antes da Reforma Protestante. 
 

Também é evidente que os Batistas não eram Protestantes porque foram perseguidos severamente pelos Reformadores Protestantes e seus seguidores. Milhares não contados perderam seus bens, suas terras e suas vidas nestas perseguições. Konrad Grebel morreu na prisão em 1526. Felix Manz foi afogado pelas autoridades em Zurich em 1527. O notável líder Batista Balthauser Hubmaier foi queimado vivo em Viena no dia 10 de março de 1528. Três dias depois, sua esposa morreu afogada, lançada que foi da ponte sobre o Rio Danúbio com uma pedra amarrada ao pescoço. Os fatos afirmam abundantemente a evidência de que historicamente os Batistas não são Protestantes.

Batistas não são Protestantes em sua Doutrina

O ponto de vista de que os Batistas têm a mesma base doutrinária dos Protestantes não é verídica. Há seis diferenças marcantes.

1. Batistas crêem com todo o coração que somente a Palavra de Deus é suficiente para toda a nossa fé e pratica. Lemos em II Tm. 3:16 que "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça.." As denominações Protestantes têm credos, catecismos e vários padrões doutrinarias. Os Batistas usam somente a Bíblia.

2. Batistas crêem que Cristo e somente Cristo é a Cabeça da Igreja como está escrito "Cristo é a cabeça da igreja," Ef. 5:23. Não há um homem sequer que tem a superintendência das Igrejas Batistas. Batistas não têm denominação no sentido de uma organização que controla as congregações locais. Cada igreja local é autônoma e sujeita somente a Cristo, Sua Cabeça. Uma igreja Batista, mesmo confraternizando-se com outras congregações da mesma fé e ordem, não tem matriz ou Santa Sé aqui na terra. Não tem quartel general aqui, mas sim no céu.

3. Batistas crêem de coração numa igreja livre e num estado livre. Cristo ensinou que tanto o estado, como a igreja, tem seu devido lugar. "Daí pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus," Mt. 22:21. Os Batistas são contra a união do Estado com a Igreja. Crêem que a igreja controlada pelo estado é uma desculpa miserável de cristianismo e uma clara apostasia às Escrituras. Todos os Reformadores Protestantes fizeram igrejas estatais para seus seguidores.

4. Os Batistas crêem fortemente na responsabilidade individual a Deus, porque as Escrituras ensinam claramente que "Cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus," Rm. 14:12. Um sacerdote não pode se responsabilizar por você, e a igreja também não. Os padrinhos idem. Ninguém é salvo por quilo que os pais crêem. Ninguém é salvo pela identificação com uma religião. Cada um dará conta de si mesmo a Deus. Na sua maioria os Protestantes não crêem nesta doutrina bíblica.

5. O povo Batista também sempre tem crido no batismo da pessoa convertida. Nenhum dos Reformadores creu neste ensino da Bíblia. Nas Escrituras, a fé e o arrependimento sempre precedem o batismo. No dia de Pentecostes, Pedro claramente disse ao povo, "Arrependei-vos...e seja batizado,"At. 2:38. Isto significa evidentemente que não havia batismo infantil porque as crianças não são capazes de arrependimento. Nenhum descrente deve ser batizado. Os Reformadores seguiram Roma no seu ensino sobre batismo. Os Batistas têm se agarrado à doutrina de Cristo e Seus Apóstolos, neste ponto.

6. Os Batistas, baseados nas Escrituras, sempre tem crido numa igreja feita de regenerados, isto é, somente dos que fazem clara profissão de fé. Na igreja apostólica somente os crentes, os que receberam a Palavra de Deus e que tinham se arrependido dos seus pecados podiam ser batizados e fazer parte da igreja, At. 2:41. Não se une à igreja automaticamente ou através de terceiros. Nas Igrejas Batistas de hoje também é assim. Reconsiderando-se estes pontos simples, é mais do que claro concluir que os Batistas não são Protestantes em suas doutrinas.

NA PRATICA OS BATISTAS NÃO SÃO PROTESTANTES

Algumas simples observações indicam que os Batistas diferem radicalmente dos Protestantes em vários pontos. Os Protestantes olham para algum homem como seu Fundador, muitas usando seu próprio nome no nome da Igreja. Os Luteranos vem do Martinho Lutero. Os Reformados de João Calvino. Os Presbiterianos de João Knox. Os Metodistas abertamente dizem que o seu Fundador foi João Wesley. Mas quem fundou as Igrejas Batistas? Eis a pergunta histórica digna de investigação séria. É impossível achar um só homem que deu começo às Igrejas Batistas. Porem, se vamos usar nomes de fundadores humanos, devemos olhar para Pedro, Paulo, Tiago e João etc.

Somos diferentes dos Protestantes, em nosso lugar natalício. Os Luteranos vieram de Alemanha, os Reformados de Suíça e os Paises Baixos, os Presbiterianos de Escócia, os Episcopais de Inglaterra, mas os Batistas teriam que dizer que a sua origem é Jerusalém.

Além disso, o credo dos Batistas não é a Confissão de Augsburg, os Canons de Dort, ou a Confissão de Westminster, mas a simples Palavra de Deus. Assim é impossível identificar os Batistas como Protestantes.

Os Batistas nunca foram ligados aos Protestantes e nunca foram identificados com a Igreja Católica Romana. Antes e depois da Reforma, mantiveram sua identidade e foram fiéis às Escrituras. Os Batistas verdadeiros mantêm os claros ensinos de Jesus e Seus Apóstolos. Por estas doutrinas, dadas por Deus, eles estavam e estão prontos a morrer se for necessário. Hanz Denk, um Batista do século 16 disse, "Fé significa obediência à Palavra de Deus, seja para viver, seja para morrer." Para muitos, era morte. 
 

Em menos de dez anos, houve 900 execuções de Batistas em Rottenburg nos dias da Reforma. Estas mortes muitas vezes eram ferozes e cruéis. A sentença para um crente Batista, Michael Sateler, reza assim: "Michael Sateler será entregue ao carrasco, que vai levá-lo ao lugar de execução e cortar fora sua língua; ele o jogará numa carroça e duas vezes arrancar a suas carnes com pinças quentes; depois vai levá-lo ao portão da cidade e torturar sua carne da mesma maneira." E assim que Sateler morreu, em Rottenburg 21 de maio de 1527, sua esposa e outras mulheres foram afogadas e muitos

homens foram degolados.

Os Batistas não são Protestantes mas guardam firmemente os preceitos e práticas de Cristo e seus Apóstolos. Os Batistas crêem que a pura Palavra de Deus é autoridade suficiente para tudo. Os Batistas rejeitam todas as tradições e práticas que foram inventadas desde o tempo dos Apóstolos.


Este trabalho escrito em Inglês por Vernon C. Lyons

Tradução por Steve Montgomery



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