quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Autoridade pastoral na sua vida.

Muitas palavras podem ser ditas em muitas lugares, às vezes a mesma palavra, mas a que vai realmente ter efeito no mundo espiritual e atingir a sua vida é a palavra que vem dos teus pastores, pois foram postos como autoridade na sua vida. Muitas pregações podem tocar a alma e testificar no espírito, mas a pregação do teu pastor vem com a força da autoridade constituída.
Muitos preferem ouvir pregações no you tube ou televisão,  e esquecem do fator "autoridade espiritual". A pregação do seu pastor tem efeitos reais no mundo espiritual, enquanto que se outro pastor que não é o teu pastor pregar a mesma mensagem o resultado é totalmente diferente. Por isso, não desperdice ouvir uma pregação do teu pastor, por uma pregação virtual, ou mesmo em outra igreja. Porque você acha que os pastores haverão de prestar contas do rebanho ao Senhor (Hebreus 13:17)? É por causa da autoridade que estão revestidos. É porque Deus concedeu autoridade para ligar e desligar (Mateus 18:18).

Não seja neófito de pensar que você não precisa de uma autoridade na sua vida. Se isto fosse verdade, Jesus não separaria pastores na terra e comandaria a igreja direto do céu. Os pastores na sua vida são a razão de você estar vivo, estar sendo transformado e estar sendo forjado um novo homem, pois são instrumentos de Deus. A glória é de Deus, mas lembre-se que estes instrumentos de Deus feitos de barro, são usados para colocar em ordem a tua vida que estava toda desarrumada e até destruida.

Lembre-se: Uma palavra do teu pastor na tua vida, que vem com a autoridade a ele delegada por Deus sobre você,  valem mais do que todas as pregações e livros que você poderia ouvir e ler, pois estes apenas edificam a alma e o espírito,  mas a pregação da sua autoridade pastoral transforma todo o seu ser. Por isso, não troque por nenhum evento, a bênção,  a palavra, a imposição de mãos,  a unção do teu pastor , a oração do teu pastor, pois ele é uma pessoa toda especial (especial: leia-se, que o diabo odeia e quer destruir), que Deus colocou na sua vida, para cuidar de você,  para que Satanás não te destrua e te engane e roube a tua alma.

Você tem um pastor na tua vida? Alegre-se! Agradeça a Deus e ore, ore muito, pois as batalhas vivenciadas por ele são terríveis, ainda que sempre triunfantes em Cristo. Quando envio estas mensagens, para outras pessoas fora do rebanho que nós pastoreamos, elas são iguais a qualquer outra e vão edificar sempre, mas para você que é ovelha do rebanho na IBF, ela vem com a unção de uma autoridade direta na sua vida.  Alegre-se. Deus te ama muito. Em Cristo, Pr. Filipe

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Sostenes Mendes - Doce espírito





É impressionante! Quando escuto alguns cânticos, por exemplo, este do Sóstenes, quando ele pronuncia a primeira palavra, sou atingido em cheio pela unção do Espírito Santo na vida de quem cantou. Mas isto só acontece com ...alguns cânticos. Precisamos de mais unção nos dias de hoje. Pr. Filipe Espindola


Cuidados com a língua

"A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira." Prov. 15:1

Alguma vez você já disse coisas que depois se arrependeu de ter dito, para uma pessoa que ama? A Palavra de Deus diz em Gálatas 5 que o fruto do Espírito é o amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade,  bondade , fidelidade,  mansidão e domínio próprio.

Agora que você se converteu, e passou da morte para a vida com Cristo, precisa fazer morrer a velha natureza negando às suas vontades. Não deve mais dizer tudo o que pensa. Antes de dizer qualquer palavra, pense: Vai edificar alguém? A pessoa que ouvir, vai ver Cristo em minha vida? Peça ao Senhor: Muda o meu jeito explosivo, me ajuda a controlar os meus pensamentos, a minha ira, a minha língua.

Mas tome a decisão de não falar tudo o que pensa. Em Tiago 1:19, a Palavra de Deus recomenda: "Sabeis isto, meus amados irmãos; todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar."  Muitos sabem, mas poucos praticam.

Observe num grupo de pessoas: Você é daqueles que preferem ouvir ou falar? No Reino de Deus não vale o meu perfil de personalidade; o que vale é obedecer a Palavra de Deus.

Quando estou com meus pastores, mestres e professores, que são autoridades na minha vida, eu não quero mostrar o que eu sei, o conhecimento que eu possuo, mas ouvir o que eles tem a dizer.

Quando você está numa conversa de amigos e alguém faz uma pergunta, não seja o primeiro a responder, nem o primeiro a falar, ainda mais se o seu líder, discipulador ou pastor estiverem nessa conversa. Seja sábio, tardio para falar, pronto para ouvir. Leia Tiago 3 e Prov. 21:23.

Quando você conseguir domar a vontade de explodir, a vontade de falar e a vontade de dizer tudo o que pensa, então estará começando a se tornar apto para Deus usar sua língua.

Que o Senhor brilhe em nossos lábios o tempo todo.

Em Cristo,

Pr. Filipe Espindola.

domingo, 23 de agosto de 2015

GRUPO LOGOS AUTOR DA MINHA FÉ





Muito fui abençoado em minha adolescência e juventude com o Grupo Logos, que criou canções baseadas na Palavra de Deus que inspiraram milhares de pessoas a adorarem a Deus. Glórias a Deus. Eu também sonho com este "encontro triunfal" que canta o Paulo.

Jaci Velasquez - Un Lugar Celestial (Heavenly Place) (Live)

As riquezas....da Palavra de Deus!


"Filho meu, não te esqueças dos meus ensinos, e o teu coração guarde os meus mandamentos; porque eles aumentarão os teus dias e te acrescentarão anos de vida e paz." Prov. 3:1-2

Querido amigo e leitor,

Como poderia eu esquecer esta Palavra que corre nas minhas artérias, veias, tendões, juntas, ligamentos e células? Foi o que eu aprendi a minha vida inteira, foi o que eu ouvi a minha vida inteira. No meu caso, o desafio não é aprender mais, mas, praticar cada vez mais, pois se não praticar atesto que esqueci, não na mente, mas no coração. 

Tenho ouvido muitas pessoas dizerem: "Já ouvi esta pregação!", mas, no entanto, não a praticam, e por consequência,  promovem a frieza espiritual dentro de sí mesmos e que os levará ao esquecimento da Palavra.

Como diz no Salmo 119:103-105 - "Quão doces são as tuas palavras ao meu paladar! Mais que o mel à minha boca. Por meio dos teus preceitos, consigo entendimento; por isso, detesto todo caminho de falsidade. Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos."

Esta é a minha riqueza, a maior herança que poderia receber dos meus pais. O maior legado que poderei dar aos meus filhos: O ensino e prática da Palavra de Deus.

Seja um discipulador dos seus filhos, seja um pai espiritual, mas antes de tudo, tenha amor intenso e profundo pelo Senhor Jesus, o verbo eterno, A Palavra viva de Deus.

No amor de Jesus Cristo, vosso servo em Cristo,

Filipe Espindola


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Sabedoria comprada com preço

"O princípio da sabedoria é: Adquire a sabedoria; sim, com tudo o que possuis, adquire o entendimento. Estima-a, e ela te exaltará; se a abraçares, ela te honrará; dará à tua cabeça um diadema de graça e uma coroa de glória te entregará.” Provérbios 4.7–9
No capítulo 28 do livro de Jó, encontramos um lindo poema sapiencial, que faz vários questionamentos sobre a sabedoria. Na tradução de Eugene Peterson, o texto diz assim:
“Sabemos que há minas de prata, e como o ouro é refinado. Sabemos que o ferro é extraído da terra e o cobre é tirado da rocha. O mineiro penetra a escuridão, vasculha os lugares mais escondidos atrás de minério, escava no escuro sufocante. Bem longe da agitação e das pessoas, abrem um poço longe de todos, e são baixados por cordas.
A superfície da terra produz alimento, mas suas profundezas são como fornalha, no meio das pedras há safiras e, entre rochas, pepitas de ouro. Nem o explorador conhece o caminho, e o trapaceiro nunca pôs os olhos nelas. O arrogante nunca passou por lá, e o “dono do pedaço” se dá conta delas. Os mineiros trabalham duro a rocha, e transformam as montanhas. Eles cavam túneis através da rocha e encontram todos os tipos de pedras preciosas. Eles descobrem as nascentes dos rios e trazem os segredos da terra para a superfície.
Mas onde encontrarão a sabedoria? Onde se esconde o entendimento? Os mortais não tem a menor idéia de onde procurar. O abismo diz: “Não está aqui”; as profundezas do mar repetem: “nunca ouvimos falar dela”. Não pode ser comprada nem com o mais fino ouro; nenhuma quantidade de prata será suficiente. Nem o famoso ouro de Ofir pode compra-la, nem mesmo diamantes e safiras. Nem ouro nem esmeraldas são comparáveis a ela; joias extravagantes não conseguem ofusca-la. Colares de pérolas e rubis não merecem atenção, isso não paga nem a primeira prestação! Extraiam todo o ouro e diamante africano, mas nada poderá ser comparado à sabedoria.
Então, de onde vem a sabedoria? Onde mora o entendimento? Ela está tão bem escondida que não importa quão profundo cavem, não poderá ser encontrada. Se perguntarem aos mortos, dirão: “Só ouvimos boatos a respeito dela”.
Só Deus conhece o caminho para a sabedoria, sabe exatamente onde pode ser encontrada. Ele sabe o lugar exato de cada coisa na terra, ele vê tudo debaixo do céu. Ele atribuiu a força dos ventos e estabeleceu a medida das águas; Estabeleceu leis para a chuva, trovões e relâmpagos. Mas, depois concentrou-se na sabedoria, certificou-se de que tudo estava estabelecido. Então, dirigindo-se aos homens, disse: “Aqui está! O temor do Senhor é a sabedoria, e afastar-se do mal é ter entendimento”.
Que lindo poema! Num mundo onde a superficialidade impera e as pessoas valorizam apenas a formosura exterior, precisamos ensinar nossos filhos e filhas, discípulos e irmãos, a valorizar a sabedoria. Precisamos ensiná-los a aprender a buscar a sabedoria, ensiná-los sobre a sabedoria, como e onde encontrá-la. Tenho ouvido algumas pregações, estudos e palestras cristãos em CD’s, DVD’s, You-Tube, MP3 e outros meios eletrônicos que muito edificam a minha vida, mas a grande maioria podem transmitir apenas discursos inteligentes, levando o ouvinte a desejar replicar o que ouviu de tão interessantes que são tais mensagens.
A inteligência humana tem o poder de pegar um livro com uma mensagem espiritual e transformá-la em uma mensagem inteligente, cheia de filosofia humana, cheia de boas intenções, mas totalmente destituída do Espírito Santo, destituída da revelação do Espírito.
Quer ser sábio? Quer a verdadeira sabedoria? Seja amigo de Deus buscando sempre a sua presença, sendo servo de Jesus Cristo, lendo a Palavra com um coração disposto a praticar tudo o que está escrito, de acordo com o coração do Mestre, Jesus Cristo, que negou a si mesmo, tomou a sua cruz e morreu nela, com o objetivo de fazer a vontade do Pai, que é boa, agradável e perfeita.
Quer ser sábio? Seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar! Seja equilibrado em todas as áreas de sua vida, pratique a justiça que vem de Deus, afaste-se de toda forma do mal e honre ao Senhor com tudo o que você possui.
Mas acima de tudo, tema a Deus, medite na Sua Palavra, ore, ore, ore, ore muito, converse com Deus, santifique a tua vida, o teu corpo seja templo do Espírito Santo e a tua boca fale apenas o que exalte o nome de Deus. Este é um bom início para que você encontre a verdadeira Sabedoria. Apenas o início.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Olhos, pensamentos e palavras?

Trabalho missionário em Faxinal, cuidando da Igreja do Senhor!

Olhos, pensamentos e palavras?

"São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas. Repara, pois, que a luz que há em ti não sejam trevas. Se, portanto, todo o teu corpo for luminoso, sem ter qualquer parte em trevas, será todo resplandecente como a candeia quando te ilumina em plena luz.” Lucas 11:34-36
Se você vive em uma cidade com acesso à televisão, internet, jornais e revistas, smartphones e tablets, você está sendo atacado intensamente pelas forças malignas através dos seus olhos e ouvidos, o que produzirá pensamentos, que frutificarão em palavras e atitudes. Por isso a pergunta: São bons? Os teus olhos, pensamentos e atitudes são bons? Há luz?
Levando em consideração que o mundo jaz no maligno e que grande parte dos meios de comunicação trabalha para disseminar o pecado e torná-lo como se fosse algo normal e amplamente praticado no meio da sociedade, precisamos resistir, ajudar outros a resistir e guardar a nós mesmos de nos acostumarmos com a cultura deste século.
Somos discípulos de Jesus. O discípulo deve ser como seu Senhor, que procurava sempre agradar o Pai, e evitou qualquer prática de pecado e muito mais do que isso, evitou a aparência do mal. Precisamos fazer a oração do Salmo 119:37 que diz: “Desvia os meus olhos, para que não vejam a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.”
A minha vida precisa resplandecer mais, sem ter qualquer parte em trevas, ou seja, evitar maus pensamentos, evitar imagens, evitar palavras, evitar suposições ou sugestões malignas, que possam abrir brechas para as trevas. E tenho feito esta pergunta. Será que estou resplandecendo? Será que estou brilhando como deveria?
Muitos olham para as pessoas que prosperam praticando o mal e desejam ser e ter o que eles tem e são. Revistas, blogs e sites de personalidades famosas mostram a riqueza, os eventos chiques, os carros potentes, o corpo malhado e bem exposto. Mas o Salmo 73 nos adverte contra estas coisas. Não podemos invejar os arrogantes nem a sua prosperidade. Parece que eles não tem preocupações e o seu corpo é sadio, saudável e bem descansado. Veja o que diz o Salmo 73:4-7:
            “Para eles não há preocupações, o seu corpo é sadio e nédio. Não partilham das canseiras dos mortais, nem são afligidos como os outros homens. Daí, a soberba que os cinge como um colar, e a violência que os envolve como manto. Os olhos saltam-lhes da gordura; do coração brotam-lhes fantasias.”
Impressionante! Parece que este texto foi escrito depois da última edição das revistas nas bancas hoje. Parece que o autor passeou pelas redes sociais há alguns minutos.
E este é o grande problema: a soberba! Ela vai se infiltrando através de nossos desejos e aspirações pelo mais belo, mais rico, mais sensual, mais atrativo e nem percebemos que estamos escurecendo o nosso corpo, trazendo trevas, e trevas tais que nos cega a ponto de acharmos que pode haver luz em meio a trevas.
Falando de mim, sinto que preciso me afligir mais, não por aquilo que não posso comprar, não por causa dos problemas diários que surgem ou de perseguições. Preciso me afligir com relação à minha intimidade com Deus, com relação à minha comunhão com o Espírito de Deus. Assim como o salmista diz no Salmo 88:1,8: “Ó Senhor, Deus da minha salvação, dia e noite clamo diante de ti. Os meus olhos desfalecem de aflição; dia após dia, venho clamando a ti, Senhor, e te levanto as minhas mãos.” A busca por Deus, por agradar a Deus, não deve ser apenas uma poesia cantada nas igrejas, ouvida nos smartphones e headphones, mas, praticada e levada a sério a cada momento, cada lugar, cada hora do dia.
A escuridão tomou conta do mundo, mas não pode tomar conta de mim que fui regenerado pelo Espírito Santo, vivificado pelo sangue de Jesus Cristo e transportado para o Seu Reino.
É mandatório que fechemos os olhos para as coisas que se vêem, e que possamos abrir os olhos para as coisas que não se vêem (2 Coríntios 4:18). Sem o filtro nos olhos e ouvidos, os nossos pensamentos e atitudes serão maus, descontroladamente. Quer pensamentos bons? Pense em coisas boas, amáveis, verdadeiras, justas, eternas, virtuosas (Filipenses 4:8). Mas como ter tais pensamentos sem o devido cuidado com os olhos, evitando as más companhias, a sensualidade, os vícios, as práticas nocivas à saúde e à alma?

Acordemos! De Deus não se zomba! 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Por que Pedro?

Por que Pedro?

"Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram.” Mateus 4:18-20
Quando estudamos a Bíblia encontramos muitas referências sobre a vida de Pedro e o que ele veio a se tornar. Afinal de contas, ele era um dos três discípulos do círculo íntimo de Jesus. Pregou com grande autoridade entre os judeus e gentios, depois do pentecostes, realizando grandes curas e milagres no poder do Espírito Santo e também, escreveu as epístolas de 1 e 2 Pedro. Ele foi considerado um dos pilares da igreja em Jerusalém. Papias, um cristão do século 2, nos conta que Marcos serviu como um escriba de Pedro e escreveu o Evangelho de Marcos baseado no testemunho de Pedro.
Apesar deste currículo maravilhoso, Pedro era um homem simples, casado, filho de Jonas (Bar Jona), também conhecido como Simão ou Cefas. Nasceu em Betsaida, viveu em Cafarnaum, trabalhando como pescador. Tinha um negócio de pesca em sociedade com Tiago e João.
Mas na medida em que Pedro começa a conviver com Jesus, o verdadeiro Pedro começa a se revelar, mostrando suas fraquezas, medos e temperamento oscilante. Se prestarmos atenção nos relatos bíblicos, começaremos a questionar por que Jesus não escolheu alguém melhor, ou, no mínimo, menos complicado e temperamental do que Pedro.
A personalidade e caráter de Pedro nos mostra que ele era:
·         Impulsivo (Mateus 14:28),
·         covarde (Mateus 14:30 e 26:69-74)
·         Temperamental e agressivo (João 18:10)
Jesus repreendeu a Pedro porque ele se negou a aceitar o fato de que Jesus tinha que morrer. (Mateus 16:23). Apesar de ter testemunhado a transfiguração de Jesus (Marcos 9:2-8) ainda tinha dificuldade em obedecer totalmente, em vencer a sua carne, controlar a sua boca e o seu temperamento. Jesus alertou a Pedro que ele O negaria 3 vezes (Lucas 22:31-34), apesar de Jesus ter andado com Pedro como amigo íntimo durante mais de três anos, constituindo assim uma traição à amizade que eles desenvolveram.
Como pode alguém andar com Jesus durante todo este tempo e ainda não estar convertido? (Lucas 22:32). Este era Pedro. Muito provavelmente, se você e eu estivéssemos no lugar de Jesus, jamais teríamos escolhido a Pedro, mas Jesus escolheu. Por quê?
Pedro foi a escolha mais improvável de Jesus para mostrar a todos os homens que não somos escolhidos por Deus pela nossa capacidade, pela nossa inteligência, pelo nosso currículo. Não somos escolhidos por causa da nossa bondade, ou porque julgamos ser pessoas do bem. Somos escolhidos pela vontade divina e soberana de escolher a quem quiser e de transformar aquele que não é nada em uma nova criatura, não pelo esforço ou pela capacidade pessoal, mas através do poder sobrenatural de Deus e da presença do Espírito Santo de Deus.
Jesus não rejeitou a Pedro por causa de seus erros, por causa de seus pecados pois Jesus olhava com os olhos da fé. Jesus cria que o Pai haveria de transformar a Pedro, assim como o Pai também haveria de ressuscitá-lo de entre os mortos.
Quantas vezes olhamos para as pessoas e julgamos tudo o que dizem e fazem e nos esquecemos que precisamos enxerga-las debaixo da perspectiva de Jesus, do amor, da graça e da misericórdia de Jesus. Muitos novos convertidos levam tempo até se tornarem homens perfeitos, ou seja, maduros espiritualmente, mas nós mesmos, quanto tempo levamos para amadurecer? E será que já amadurecemos totalmente?
O fato é que Pedro só se tornou o grande apóstolo Pedro, corajoso, pregando com autoridade e realizando milagres após ser cheio do Espírito Santo. Até isso acontecer, o nosso dever é fazer discípulos. Muitos acham que podem transformar os discípulos, com sua didática e habilidade com a Palavra e com o seu testemunho, mas esquecem que a tarefa de transformar e de fazer crescer e multiplicar é única e exclusivamente do Espírito Santo.
Sejamos como Paulo, que nos alerta em Gálatas 4:18-19: “É bom ser sempre zeloso pelo bem e não apenas quando estou presente convosco, meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós.”

Jesus negou o seu sentimento carnal e humano de frustração, quando Pedro não respondeu da forma que deveria. Jesus nos deu o exemplo. Que possamos fazer discípulos e continuar a cuidar dos discípulos mesmo quando estes erram. E que não venhamos a fugir das nossas dores de parto, até ver Cristo formado neles.

Espírito e Carne!

Espírito e Carne!

"Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai.O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. Romanos 8:12-17
Em uma época em que a Bíblia nos alerta que o amor de quase todos se esfriaria e que os homens buscariam os seus próprios interesses, sendo arrogantes, desobedientes, amantes dos prazeres, etc..., é muito importante fazermos uma avaliação prática de como anda a nossa vida no Espírito, desde que descemos às águas no batismo, enterrando a nossa velha natureza.
No final deste texto de Romanos, Paulo diz que "se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados". Quantas vezes lemos este texto, mas não fixamos os olhos no que Paulo afirma com relação ao sofrimento. Para dizer a verdade, somos tão avessos ao sofrimento que simplesmente evitamos qualquer texto que fale sobre o assunto, inconscientemente. Mas aqui há um grande mistério e uma grande oportunidade para entendermos como alcançar o êxito como homens espirituais. 
Mas porque sofrer com Cristo? Será que já não sofremos o bastante no mundo, quando vivíamos no pecado? Claro que sofremos muito, e muitos ainda continuam sofrendo as consequências do pecado até hoje e talvez sofram por muitos anos estas consequências. A grande diferença é que sofrer com Cristo traz alegria no Espírito e sofrimento para a carne. Sofrer sem Cristo, é desespero total. Satisfazer a carne, no início, pode trazer algum prazer e alegria, mas no final é amargo e com terríveis consequências. A carne se alegra, mas o espírito sofre com a morte iminente.
Entender que "Negar a si mesmo, e dia a dia tomar a cruz" não é uma opção do homem espiritual regenerado pelo Espírito Santo, é crucial para que possamos  fazer crescer este homem espiritual, ao mesmo tempo em que aceitamos o sofrimento da carne como algo inerente a quem é corpo de Cristo, pois se o cabeça sofre, muito mais nós devemos sofrer com Ele, para que, com Ele, sejamos glorificados.
Viver no Espírito não será uma experiência penosa, aonde teremos que abrir mão de todos os prazeres mundanos. Paulo enfatiza que "não recebemos o espírito de escravidão para vivermos atemorizados". Agora é outra dimensão, não mais humana, física, intelectual, mas espiritual. As coisas espirituais se discernem espiritualmente. Para que isso aconteça, precisamos da ajuda e dependência do Espírito Santo.
Nossa percepção do que é prazeroso deve mudar, uma vez que não aceitamos mais os prazeres carnais. O meu prazer agora não será percebido pela carne, como porta de entrada no meu ser, mas pelo meu espírito que está em intimidade com o Espírito Santo. A carne deixará de ser alimentada em suas paixões e concupiscências e isto vai gerar dor e sofrimento no corpo carnal daquele que busca fazer crescer o homem espiritual para ser como Cristo.
Quando isto acontecer, o próprio Espírito testificará com o nosso espírito que somos filhos de Deus, pois decidimos sofrer com Cristo para sermos por Ele, glorificados.
Concluo, lembrando o que Paulo relata no verso 18: "Porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós."
Vivamos no Espírito, e jamais vamos satisfazer aos desejos da carne. Paulo nos diz em Gálatas 5:16-18: Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais sob a lei.

Não vivemos mais fazendo o que queremos, pois o nosso cabeça é Cristo.

Mente carnal e mente espiritual!

Mente carnal e mente espiritual!

“Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. 14Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 16Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo.” 1 Coríntios 2:13-16.

Quando Deus escolhe Moisés para libertar o povo de Israel do Egito, vai contra todas as opções lógicas humanas de escolha. Moisés não era visto pelo povo de Israel com bons olhos, não tinha uma boa dicção e era rude no falar. Para piorar a situação, Moisés ao tentar defender um escravo israelita, mata um soldado egípcio e aumenta ainda mais a sua crise de autoridade. Apesar dos erros de Moisés ao tentar se firmar como autoridade sobre o povo, Deus não muda a sua escolha. Moisés era o escolhido.

A ação de Deus é soberana e muitos nos dias de hoje não entendem a Deus, não entendem as escolhas de Deus, não entendem porque Deus prefere usar homens simples ao invés de usar sábios e entendidos. Deus não escolhe capacitados, mas capacita os seus escolhidos, não com capacidade humana, mas espiritual, que exige dependência total de Deus.

Moisés não tinha nada de agradável para o povo de Israel. Durante todo o tempo de permanência no deserto o povo murmurou contra Moisés. E esta murmuração chegou a irritar Moisés a tal ponto que Deus não permitiu que Moisés entrasse na terra prometida.

A autoridade de Moisés foi questionada não só pelo povo de Israel. Os magos do Egito, Janes e Jambres, quando viram que Moisés tocara nas águas com sua vara e a água se transformara em sangue, não entenderam que aquilo não foi um truque de Moisés, uma mágica humana, mas foi o poder de Deus liberado através da vida de Moisés. Janes e Jambres, com sua inteligência e habilidades de magia pensaram na sua mente carnal: nós também conseguimos fazer isso.

Quantas pessoas hoje tem olhado para os pastores, para os homens chamados por Deus e tem dito: eu também posso fazer isso. Muitos tem se auto intitulado pastores, achando que qualquer um posso assumir a função pastoral. Muitos tem entrado para o ministério por causa do púlpito, por causa da fama, por motivos egoístas e carnais, não por causa de uma chamada divina. Um pastor sem chamada divina é uma semente para escandalizar o evangelho.

Moisés não se intimidou, não se atemorizou, porque sabia que Deus estava fazendo grandes milagres através dele, apesar de sua fraqueza. Vejo muitos pastores sendo desonrados nos dias de hoje, muitos deles trabalhando há mais de 40 anos no ministério, mas jamais abandonaram o chamado porque foram chamados pessoalmente por Deus. Moisés tinha a mente de Cristo, disposto a morrer, disposto a enfrentar o povo e disposto a enfrentar o Faraó. Ninguém estava do seu lado. Só Deus. Faraó queria a sua cabeça, o povo queria a sua cabeça. Até Arão e Miriã o desafiaram. Mas ele tinha intimidade com Deus e esta intimidade foi o que o manteve firme no propósito de levar o povo para a terra prometida, libertando-o da escravidão.

Nos dias de hoje, precisamos lembrar que Deus é o mesmo Deus dos dias de Moisés. Deus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente o mesmo. Deus não mudou o seu padrão de santidade. Jesus não mudou a sua mensagem. A humildade ainda é requisito básico para se achegar a Deus. A convicção de pecados é inevitável para aquele que se aproxima de Deus. Falando de mim, Filipe, cada vez que me aproximo de Deus vejo o quanto ainda sou pecador, miserável, e que Deus só Deus pode me amar assim. Mesmo assim, preciso me esforçar para alcançar o descanso eterno.

Não podemos pegar a Bíblia e com a mente humana tentar compreendê-la. Precisamos da ajuda do Espírito Santo para trazer revelação. Quanto mais na hora de pregar esta Palavra. Posso preparar um sermão, uma pregação, totalmente independente da ajuda do Espírito, apenas com minha inteligência. Até pode ser uma pregação bonita, mas será uma palavra sem revelação.

Aqueles que ouvem uma mensagem revelada de Deus, se não tiverem os ouvidos abertos pelo Espírito Santo, ou se tentarem ouvir com sua mente intelectual, também não conseguiram ouvir o que o Espírito quer dizer. Muitos não aceitam o pastor que tem. Quando o pastor prega, rejeitam a mensagem, condenam a forma do pastor pregar, os seus erros de português, e perdem totalmente a Palavra revelada de Deus. Tudo porque ainda não tem a mente de Cristo.

Em Colossenses 2:18 e 19 diz: “Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal, e não retendo a cabeça, da qual todo o corpo, suprido e bem vinculado por suas juntas e ligamentos, cresce o crescimento que procede de Deus.”

As partes do corpo de um homem se submetem umas às outras, para obedecer a ordem da cabeça. No corpo de Cristo, da mesma forma, precisamos aprender a obedecer e jamais questionar. Quando alguém começa a questionar tudo que é dito pelo seu pastor, essa pessoa está doente, não tem a mente de Cristo e está apta a se tornar uma semente divisionária no meio da igreja, causando divisão, incredulidade e rebeldia.


Faça uma avaliação: Você tem a mente de Cristo? Submisso ao cabeça como Cristo é submisso ao Pai? Você se submete ao seu pastor sem questionar ou você ainda se acha mais capaz, mais inteligente, mais sábio, mais excelente? Precisamos morrer! Morrer para este mundo, para os desejos carnais que nos fazem pecar, para que Cristo possa crescer em mim. Convém que ele cresça e que eu diminua.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Amor! O que é o amor?


"Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? – 1 João 5:3-5

Para chegarmos a um endereço determinado precisamos de orientações seguras para encontrarmos tal endereço. Não sendo assim, corremos o risco de ficar dando voltas sem conseguir chegar ao destino final.

Uma das armas que o nosso inimigo tem usado, nesta época da proliferação do conhecimento, multiplicação da ciência, disseminação de diversas formas de culto e religião, misticismo e misturas na adoração é a relatividade. Quando não se tem regras claras, tudo se torna relativo, dependendo do ponto de vista de cada um.

O conceito de amor é um dos alvos do nosso inimigo. Quando não entendemos o que é o amor, não conseguimos compreender o que Deus fez, não conseguimos compreender a Palavra de Deus, não conseguimos compreender o amor de Jesus, não conseguimos compreender o nosso próximo, não conseguimos compreender a nós mesmos. A única coisa que buscamos, então, é agradar a nós mesmos.

Do ponto de vista humano, o amor tem sido entendido e representado como um sentimento. A palavra amor pode ser representada pelos termos: afeição, carinho, afeto, compaixão, cumplicidade, misericórdia, atração, relação íntima, etc...

Mas veja o que diz o texto de João 3:16: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Você concorda que entregar o seu filho para morrer em lugar de outra pessoa é amor? Você entregaria o seu filho? Parece insano.

Quando Jesus decide morrer pelos homens, sem ter cometido pecado, será que ele fez por sentimento ou por amor, obediência e submissão ao Pai?

Quando Jesus é traído por Judas, naquele mesmo dia ele celebra a santa ceia, lava os pés dos discípulos e senta para comer com eles. Se ele fosse olhar para o sentimento humano, não haveria motivos para sentar com traidores, mas por ter os seus olhos fixos no Pai e obedecer completamente à vontade do Pai, Jesus faz tudo o que faz, por causa do Pai, não como resposta a um sentimento.

Vamos ver o conceito bíblico, espiritual, do amor e que tipo de amor é este. Analise os teus conceitos de amor e transforme a tua vida pela renovação da tua mente através destes princípios eternos.

1 João 5:3 – Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos. Guardar ou praticar os mandamentos é o que Deus espera daqueles que dizem amar a Deus. Quem pratica e guarda, ama a Deus. Negar a si mesmo, dia a dia tomar a sua cruz, não fazer a sua própria vontade, mas a vontade de Deus, não envolve sentimento, mas obediência. Morrer por amor a Cristo, perder a vida por Cristo, não envolve sentimento, mas obediência por amor a um Deus que amou primeiro e salvou sua vida. A quem salva a sua vida, você deve fidelidade, liberalmente se entregar a essa pessoa como escravo e honrá-la por toda a sua vida. Foi Jesus que morreu por nós, foi Deus que nos entregou Jesus.

1 João 5:2 – "Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos." Amamos o próximo, não quando agradamos o próximo, não quando demonstramos compaixão ao próximo, não quando ajudamos e demonstramos compaixão ao próximo. Amamos o próximo quando aprendemos a amar a Deus e por causa Dele, praticamos os seus mandamentos. Só então, por praticar os mandamentos seguindo o exemplo do Mestre, podemos dizer que amamos o próximo. Afeto, compaixão e misericórdia pelo próximo desvinculados da prática dos mandamentos e submissão a Deus são apenas sentimentos e vontade humana que muda como muda o vento.

João 5:30 - Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo, porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou. Apesar de Jesus ter recebido toda a autoridade, ter vida em si mesmo, ter todo o poder nos céus e na terra, ele não se ensoberbeceu e se tornou independente, pelo contrário, mostrou ainda maior dependência do Pai, quando qualquer outro buscaria independência, exaltação própria e auto-promoção. Amar é fazer a vontade do Pai e não a própria vontade.


Medite nestes conceitos. Não se trata de agradar o ego, de dar prazer ao corpo, de agradar aos olhos, mas de fazer a vontade do Pai, em obediência e submissão.

No amor de Jesus Cristo,

Filipe A. Espindola
E-mail: espindola.filipe@gmail.com

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Agradar a Deus...ou a homens?

“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.” Mateus 11:28-30.

Nos dias do profeta Elias, o povo de Israel havia se afastado dos princípios e mandamentos do Senhor, sob a liderança do rei Acabe. Em 1 Reis 16, diz que “Fez Onri o que era mau perante o Senhor; fez pior do que todos quantos foram antes dele.” Pai de Acabe, Onri se deixou contaminar com o culto a vários ídolos. A mistura no culto irritou profundamente a Deus, pois enquanto sacrificavam ao Senhor, também adoravam aos ídolos.
Acabe, fez o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram rei antes dele. Vemos que há uma cadeia de tragédias e erros na vida daqueles que não são fiéis e perseverantes aos princípios e mandamentos do Senhor, com consequência por muitas gerações. Acabe, desobedece ao mandamento do Senhor que dizia que não deveria escolher por esposa mulheres fora de sua tribo e nação. Acabe se casa com Jezabel, filha de um rei chamado Etbaal, rei dos sidônios, que servia a Baal, como já diz o seu próprio nome. (1 Reis 16:31)

Por causa de Jezabel, Acabe induz o povo a adorar Baal, bem como ao Senhor. Acabe então começa a fazer sacrifícios, o que não podia, pois só os sacerdotes tinham este privilégio. Nos dias de hoje, muitas pessoas que conhecem ao Senhor Jesus, conhecem os princípios do Reino de Deus, conhecem a prática dos santos de negar a si mesmos e de não se contaminar com as práticas do mundo, vão buscar marido ou esposa entre não crentes e trazem para sua vida muitas tempestades e violência. Muitos acham que não há problema e que depois a pessoa vai se converter, mas a Palavra de Deus condena esta prática, pois é jugo desigual e haverá muito sofrimento para quem não se submeter a esta instrução. Acabe, porém, fez muitas pessoas pecarem e se afastarem de Deus.

O profeta Elias era homem de Deus, tinha comunhão e intimidade com Deus. Não se intimidava com o poder do rei Acabe, pois conhecia o tamanho do poder de Deus. Elias não se estremecia ao enfrentar Acabe e dizer a ele todos os pecados que cometia e o que Deus exigia dele como Rei. E por isso, Acabe manda que os seus servos matassem a Elias por causa disso, sob influência de Jezabel.

Jezabel tinha um espírito maligno dominador, possessivo e este espírito procura alguém que tenha um espírito fraco para o dominar. Por isso há muitos casais em que a mulher exerce uma possesividade extrema sobre o marido, pois muitas vezes está sobre a influência deste tipo de espírito e precisa de libertação.

Elias não temeu Acabe e foi a ele dizer que não haveria chuva por três anos sobre a terra. Deus fez cessar a água por causa da idolatria, por causa da mistura na adoração a Deus e aos ídolos, por causa da desobediência, por causa da dureza do coração do povo em ouvir a voz de Deus, preferindo seguir a Acabe, Jezabel e Baal.

Quantas vezes somos desafiados em nosso mundo ocidental. A prostituição, a pornografia, a carnalidade, a banalização do sexo, a moda que expõe o corpo humano insultando a Deus, envergonhando o Criador, e exaltando a criatura, tornando-se objeto de desejo e concupiscência. Somos expostos a isso todos os dias, através dos meios de comunicação. A cultura do carnaval, do futebol, do machismo, do feminismo, da homossexualidade, da prostituição infantil se tornaram comuns em nossa nação. Crianças e adolescentes se beijarem, namorarem e terem relações sexuais é algo incentivado pelos pais. As baladas são promovidas como algo saudável para divertimento, ainda que tenha bebidas alcoólicas e substâncias entorpecentes. Tudo virou normal. Casais se divorciando é algo do passado. Hoje não mais se divorciam, pois a moda é morar juntos e se não der certo troca de parceiro. E tudo isto é uma agressão à vontade de Deus.

Se Elias estivesse em nosso meio hoje, como Ele agiria? Se João Batista, “a voz do que clama no deserto”, estivesse em nosso meio hoje, como ele agiria? Algo está errado! Se Elias, Nathan, Isaias, Jeremias e tantos outros não temeram perder a vida ao desafiar seus governantes a retornar para o centro da vontade de Deus, porque hoje muitos tem tanto medo de desafiar e incentivar à mudança aqueles que ainda mantém as práticas mundanas a trocar pelas práticas do Reino de Deus? Porque temos mais medo do que as pessoas podem dizer, do que o temor da ira de Deus, do que o temor pela santidade de Deus?

João Batista foi ao rei Herodes dizer que aquele casamento não era correto e Herodias pediu a cabeça de João Batista num prato e foi o que aconteceu. Apesar de ter este fim trágico, João Batista cumpriu o seu papel: Falar o que tinha que ser dito, pois o seu compromisso era com Deus e não com homens. Não podemos nos calar. Se nos calarmos, logo, todos estarão contaminados.

Fomos chamados para trazer o Reino de Deus ao mundo, desafiar as pessoas a confessarem que são pecadoras e que precisam mudanças radicais. Não fomos chamados para andar nos costumes deste mundo mas para sermos santos, assim como Ele é Santo.

Devemos ir ao mundo para pregar o evangelho, mas o mundo não pode entrar ou permanecer em nossas práticas se contraria princípios bíblicos. Vamos seguir o exemplo dos profetas e dos homens de Deus, que por amor a Deus e ao próximo, se entregaram até a morte. Quando apresentamos o evangelho de Jesus Cristo, sabemos que haverá um choque, pois não há comunhão entre Deus e as trevas.


Seja valente, corajoso para destruir as obras de Satanás na vida das pessoas. E isto traz um choque. O amor de Deus deve estar presente. Mas o que não podemos fazer é conformamo-nos com o presente século e deixarmos nos envolver com suas práticas pecaminosas, mortais e destruidoras de vidas e famílias.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Chamado para ser missionário ou discípulo?

“Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século.” Mateus 11:28-30.

Discípulo é aquele que é ensinável, que segue o seu mestre e aprende com ele. Discípulo de Jesus é aquele que não apenas aprende com o Mestre, mas O segue e obedece a tudo quanto Ele ordenar, inclusive, fazer discípulos.

Chama-se missionário aquele que é enviado pelos seus superiores com uma missão específica, com tempo, local e trabalho pré-determinados.
                                                                                                       
Como diz o texto em Mateus 22:14 que “muitos são chamados, mas poucos, escolhidos”, quando pregamos o evangelho, chamamos a todos para serem discípulos, mas poucos aceitam ao chamado. Inclusive, crentes. Todos os crentes são chamados a fazer discípulos, mas poucos são escolhidos. Muitos são os motivos, mas um dos motivos principais é que poucos querem se submeter às regras do envio. Existem princípios a serem cumpridos, mas poucos desejam se submeter a eles.

Existem muitas pessoas se intitulando apóstolos, profetas, evangelistas e pastores mestres. Muitos dizem que não foram chamados por homens. E não foram mesmo. Mas usam o texto como uma desculpa para se auto intitular e auto enviar ao serviço do evangelho. Mas no Reino de Deus não funciona assim. Deus honra as autoridades constituídas por Ele e quando Ele fala, fala por meio destas autoridades.

Precisamos aprender um princípio: Se Deus realmente falou algo comigo, Ele confirmará através de Seus servos, os pastores, Ele confirmará através da família e da Igreja. Deus não trabalha unilateralmente, ainda mais no caso de enviados com uma missão.

Em Mateus 10:5-15 Jesus envia os doze discípulos dando-lhes várias instruções. E o que se espera é que os discípulos sigam estas instruções à risca. Portanto, não foram enviados por vontade própria de ir, mas de satisfazer àquele que os enviou. Havia uma ordem de preferência de público alvo (as ovelhas perdidas da casa de Israel), um alerta (não tomar rumo aos gentios e não entrar em cidade de samaritanos) e um alvo específico (pregar que está próximo o reino dos céus). Com a pregação desta mensagem, “curar enfermos, ressuscitar mortos, purificar leprosos, expelir demônios e...fazer tudo isto, de graça, pois, como diz o texto, “de graça recebestes, de graça dai.”

Há uma confusão muito grande na interpretação deste texto. Quando Jesus diz aos discípulos que eles devem ir e pregar e não cobrar nada por isso, Ele estava querendo evitar que o evangelho vire comércio ou um negócio lucrativo, o que temos visto nos dias de hoje.
Quando Jesus diz no versículo 9, “não vos provereis de ouro, nem de prata, nem de cobre nos vossos cintos; nem de alforje para o caminho, nem de duas túnicas, nem de sandálias, nem de bordão; porque digno é o trabalhador do seu alimento.” O que Jesus estava querendo dizer? Se os discípulos não podem cobrar das pessoas que são objeto da pregação, então, quem vai sustentá-los? A ordem de Jesus foi clara: “Vocês não devem buscar provisão por si mesmos. Vocês estão sendo enviados.”

Quando o exército envia batalhões aéreos de combate e salvamento para resgatar vidas, ele não diz aos seus soldados: cobrem das vítimas o custo do salvamento, mas a instituição chamada Exército é quem vai cobrir as despesas da missão e sustentar os seus combatentes. A igreja é quem vai levantar os recursos para que o enviado, que foi separado para isto com missão específica possa trabalhar. Apóstolo é aquele que é enviado com uma missão específica, assim como foi Paulo, Pedro, Estevão e muitos outros. Para um discípulo ser enviado, ele precisa cumprir os pré-requisitos básicos de um discípulo (Lucas 9:23-25), de um diácono (1 Timóteo 3:8-13), ser submisso como um bom soldado de Cristo (2 Timóteo 2:1-7). Ele precisa mostrar em sua casa, em sua terra que tem praticado estes princípios.

Nenhum enviado trabalha diretamente para Deus, mas deve se sujeitar às autoridades constituídas por Deus e prestar contas de seu trabalho à elas. Uma missão deve ter alvo, prazo, local e regras bem definidas. Caso contrário, corre o risco de perder o foco e ao invés de trabalhar para o Mestre, virar emprego, turismo, oportunidade de promoção e vergonha para o evangelho. Quantos missionários foram para o campo sem um prazo definido, e no decorrer, aqueles que o enviaram não puderam manter os recursos devido ao prazo indefinido, devido à uma falta de planejamento e prestação de contas, não puderam mais se manter e envergonharam o evangelho dando mau testemunho, atrasando as contas, não pagando o aluguel e ao invés de pregar o evangelho, foram buscar emprego no comércio local. Como não tinham visto para isto, tiveram que ser deportados. A missão falhou.

Amado irmão em Cristo, você tem um chamado de Deus, e por isso já tem uma missão de fazer discípulos. Saia do anonimato, comece a evangelizar os seus vizinhos, o seu bairro, os seus amigos, o seu Oikós (círculo de relacionamentos). O termo “fazer missões” precisa ser entendido como algo atribuído a você por outra pessoa com autoridade para tal. O termo “missão” na Palavra de Deus é a tarefa que Jesus concedeu aos discípulos, não a qualquer pessoa. Todo discípulo é igreja e como um corpo se submete ao cabeça espontaneamente, facilmente, alegremente. Um enviado (discípulo em missão ou apóstolo) continua sendo igreja e, por isso, corpo de Cristo, devendo submissão ao cabeça.

Responda ao seu chamado:
1.      Submetendo-se a Cristo, através da sua autoridade espiritual na igreja local.
2.      Vivendo a vida comum do lar, seu primeiro campo ministerial.
3.      Fazendo discípulos, incentivando-os a fazer outros discípulos.
4.      Cumprindo a sua missão na igreja local.

5.      Obedecendo quando chamado para uma missão especial (apóstolo, profeta, evangelista e pastor mestre), local ou transcultural.

domingo, 3 de novembro de 2013

Descanso para o corpo e alma.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” Mateus 11:28-30.

Tenho me deparado com muitas pessoas cansadas. Quantas vezes, eu mesmo, tenho me encontrado cansado. Vivemos em uma época de constante atividade. A era da informação e da tecnologia, onde deixamos o local físico do trabalho, mas o trabalho não nos deixa, seja porque temos um pedaço de tecnologia nas mãos, seja porque não conseguimos mais nos desligar do trabalho por estarmos condicionados à atividade constante. Muitas atividades, muitos compromissos, muitas pressões, estilos de vida à conquistar e manter.

Precisamos fazer um retrospecto. A semana de trabalho com 5 dias é um produto da sociedade industrial moderna influenciada pelo movimento sindical. As fábricas estavam obrigando aos trabalhadores a longos períodos diários de trabalho e as folgas semanais eram cada vez menores. Mas hoje as pessoas buscam mais de um trabalho para fazer frente às suas necessidades, suprir seus desejos e aumentar o seu estilo de vida, o que não resolve o problema do descanso, mesmo com protecionismo sindical. Parece que quando o homem não deixa de ser escravo de alguma empresa, ele se torna o seu próprio escravo por vários outros motivos.

Muitos olham o descanso como um dia de lazer. Muitos olham as férias como uma maneira de se divertir e fazer muitas atividades diferentes a ponto de se sentirem mais cansados quando retornam das férias do que quando saíram de férias. O propósito das férias é descansar, o propósito do sábado era descansar. Mas hoje virou oportunidade de entretenimento, consumo e até de buscar uma outra fonte de renda.

Quando Deus institui o “sabath” em Êxodo 20:8-11, está nos ensinando que todos devem descansar. O homem, o filho, a filha, o servo, a serva, o animal e até o forasteiro. O sábado não foi entendido pelos escribas e fariseus na interpretação da lei. O legalismo tomou conta e Jesus quando vem faz muitos milagres no sábado, contrariando a interpretação humana e nos ensinando que o sábado é para o homem e não para escravizar o homem.

Quando Deus cria o sábado, ele está desejando descanso de tudo o que o homem faz. Deus não está pensando em um dia para lazer e divertimentos. Deus entende como ninguém a limitação do corpo humano e institui o descanso. Quando o povo está para entrar na terra prometida, Deus institui o “Ano do Descanso”, no qual o homem não haveria de semear o campo e nem podar a sua vinha. Até no descanso da terra Deus pensou. E o que dizer do “Ano do Jubileu”. A cada 7 períodos de 7 anos, o ano seguinte seria o 50º ano, ou o ano do jubileu. No 49º ninguém poderia plantar ou colher, no 50º também não, e alguém perguntou: mas o que vamos comer? A resposta de Deus vem em Levítico 25:20-21: “Se disserdes: Que comeremos no ano sétimo, visto que não havemos de semear, nem colher a nossa messe? Então, eu vos darei a minha benção no sexto ano, para que dê fruto por três anos.”

Não venho aqui defender o sabatistas ou adventistas, mas lembrar que o princípio do descanso não tem sido observado por muitas pessoas. O ímpio por não conhecer a verdade, o crente por ignorar tal princípio, seguindo a cultura e prática deste mundo.
Até pastores muitas vezes ignoram tal princípio. Quando o povo está celebrando o seu descanso (ou divertimento), o pastor está no pico do seu trabalho.

O trabalho é plano de Deus para o homem, na vida do ser humano. A visão do trabalho como fardo ou castigo é uma visão católico romana. Hoje as pessoas buscam emprego e não produzir algo digno de valor e honra. As pessoas querem apenas dinheiro, a qualquer custo.

Na criação (Gênesis 2:2-3), Deus descansou de todo o trabalho que realizou. Deus estabelece o ritmo de trabalho e descanso. A cada dia precisamos de descanso. Não apenas 6 a 8 horas diárias de sono, mas descanso. A cada semana, precisamos de descanso, não lazer e entretenimento. A cada ano, precisamos de descanso, não apenas férias, viagens e muitas atividades com a família. Mas que tipo de descanso é esse? Jesus nos ensina no texto de Mateus 11:28 a 30: Vinde a mim! Jesus descansava na presença do Pai, em meditação, em contemplação, em oração.

Salmos 131:2 diz: “Pelo contrário, fiz calar e sossegar a minha alma; como a criança desmamada se aquieta nos braços da mãe, como essa criança é a minha alma para comigo.” Você tem criado momentos para a sua alma descansar diariamente e num período maior, uma vez por semana?

O nosso Sabat, não é o sábado (dia da semana) propriamente dito, mas o dia que nós escolhemos para:
·         Avaliar o passado – refletir sobre o significado do que eu produzi através do meu trabalho.
·         Viver o presente – retornando às verdades eternas, revigorando as nossas crenças em Cristo e nosso compromisso com Ele.
·         Pensar no futuro – com uma missão definida. Ao observarmos o descanso de acordo com o ensino bíblico estamos reafirmando o nosso propósito de colocar Cristo no centro de nosso amanhã.
O “Sabath” é um dia por semana com um ritmo diferente, para cultuar a Deus em companhia da família, reafirmar suas convicções, agradecer a Deus e preparar-se para a próxima semana.

Quando estou tão ocupado que não tenho tempo para Deus, eu estou mais ocupado do que Deus deseja. O que Deus quer de mim? Que eu não misture lazer com descanso. Lazer não é descanso. E também tenho uma responsabilidade muito grande para ensinar este princípio à família, aos discípulos e igreja.


Hoje, Jesus é o nosso “Sabath”, se formos a Ele, haveremos de descansar, mas precisamos separar um tempo diário, semanal e anual para estarmos na presença Dele. O tempo sozinho com Deus, individualmente e em família. Tempo de oração, tempo de meditação, de comunhão no Espírito. Isto é qualidade de vida. Como está a prática do seu “sabath”?