domingo, 1 de setembro de 2013

O Casamento

“Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á a sua mulher, e serão os dois uma só carne. De modo que já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem.” Marcos 10:7-9.

Muitas pessoas tem uma ideia completamente equivocada a respeito do casamento. Ao longo dos séculos o casamento, que é uma Instituição Divina, tem sido alterado no seu conteúdo e forma, perdendo, assim, o seu significado para muitas pessoas, pois o casamento fora dos padrões divinos não funciona, assim como o barco fora da água. O casamento não é um contrato, ainda que os homens tem criado um. O casamento não é um ajuntamento, ainda que as pessoas decidam morar juntas. O casamento não existe entre pessoas do mesmo sexo. O casamento não é por tempo limitado, mas até que a morte os separe, pois o que Deus ajuntou, o que Deus uniu, o homem não pode separar. O próprio Deus estabeleceu a morte como a única exceção para a separação da união sagrada. (Mateus 19:6-11 e 1 Coríntios 7:39)

Como o casamento não foi inventado e nem criado por homens, mas estabelecido por Deus, o homem não pode estabelecer as condições para o casamento, muito menos alterá-las, mas o casamento deve ser as condições estabelecidas por Deus e quem decide entrar no casamento deve aceitar as condições estabelecidas por Deus para que seja abençoado e tenha dias felizes com sua esposa e filhos. Quando Deus criou o casamento, Ele já está revelando o Seu amor pelo homem. Quando Cristo é comparado ao Noivo e a Igreja à noiva, Deus está dizendo que jamais vai abandonar o homem e Jesus jamais irá abandonar a Sua Igreja. Apesar do seu povo tê-lo traído, se prostituindo com outros deuses, indo adorar os seus ídolos e se prostrando perante suas imagens, apesar de Deus tê-los castigado severamente, Cristo jamais abandonou a Sua Igreja pois é a Sua noiva. E este é o grande exemplo para a humanidade.

Para que um casamento possa permanecer durante a vida entre duas pessoas, um dos principais fundamentos é o amor. O amor não é um sentimento, não é uma paixão, não é uma preferência de beleza física, muito menos uma justificativa de satisfazer o prazer pessoal. Paulo nos dá a descrição do que é o amor em 1 Coríntios 13. Em Gálatas 5, nos temos a lista das obras da carne, mas também temos a definição de que o fruto do Espírito é o amor. Portanto, se alguém deseja ser cheio de amor, transpirar amor, exalar amor para multiplicar o amor, precisa de Jesus Cristo. Através de Jesus Cristo chegamos a Deus (João 14:6). E neste processo, temos o agir maravilhoso do Espírito Santo. Uma vez que nos enchemos da Palavra de Deus, do verbo eterno, que é Jesus, então Ele nos dará do Seu Espírito, e se pedirmos, nos dará dos dons do Espírito. Mas sempre com o propósito de servir ao próximo e não satisfazer a si mesmo. Esse é o princípio do amor. Esse é o princípio do casamento.

Quando duas pessoas se comprometem diante de Deus a serem fiéis até a morte, prometendo cuidar do seu cônjuge, na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza, nos tempos prósperos ou nos tempos de dificuldade financeira, muitos simplesmente concordam rápido, não porque entendem, mas porque querem que o oficiante do casamento para de falar e termine rápido a cerimônia. Outros estão pensando na festa, na lua de mel, mas não estão na verdade conscientes da promessa que estão fazendo diante de Deus. Nos tempos antigos, a palavra de uma pessoa era suficiente para uma promessa realizada, na presença de duas testemunhas. Hoje, para qualquer transação, é necessário um contrato, testemunhas, notas promissórias, seguro fiança, penhor, garantias, etc... E ainda assim, as pessoas falham nas suas promessas. Isso é tão verdade, que o cheque não é mais aceito em muitos estabelecimentos, pois muitas pessoas não tem palavra, não honram as suas próprias palavras. E o casamento desfeito é apenas mais uma situação em que as pessoas não honraram as suas palavras ditas diante de Deus, do oficiante, das testemunhas e da Igreja reunida.

O casamento é uma aliança entre Deus e os cônjuges. No casamento há um comprometimento de submeter a sua vontade pessoal para servir e amar ao seu cônjuge. E Deus foi testemunha deste comprometimento e responsabiliza o casal por esta decisão como está claramente escrito em Eclesiastes 5:4-5; Malaquias 2:1-4 e Mateus 5:37).

Muitos dizem que quando acaba o amor, acabou o casamento. Mas isto é uma mentira, falsidade e engano. Pois o amor jamais acaba. O que acabou, na verdade, foi a paixão, o desejo carnal, o prazer pessoal. Assim como uma goma de mascar é descartada quando termina o sabor, as pessoas descartam umas às outras. O amor, que é dom de Deus, estava presente pela benção de Deus, mas jamais foi experimentado, pois havia uma conduta de buscar o seu próprio prazer e não o do cônjuge. Ainda que os cônjuges desobedeçam a Deus não amando o seu cônjuge, isto não vai invalidar o casamento, pois o que Deus uniu, ninguém pode separar (Colossenses 3:19; Tito 2:4).

Por isso, quem casou com uma mulher, estará ligada à sua mulher enquanto esta viver (1 Coríntios 7:39). Ainda que o homem se divorcie uma ou mais vezes, ele sempre estará ligado à sua primeira esposa. “Ninguém pode dissolver este vínculo e quem o faz se rebela contra Deus,” como diz o pastor Abe Huber. No caso de não haver mais ambiente entre os cônjuges e estes estão com o coração endurecido e querem se separar, a Palavra de Deus dá um conselho em 1 Coríntios 7:10-11: “Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido. Se, porém, ela vier a separar-se, que não se case, ou que se reconcilie com seu marido; e que o marido não se aparte de sua mulher.” No entendimento do Pr. Abe Huber, de acordo com a Palavra de Deus, se o cônjuge incrédulo se separar (1 Coríntios 7:12-15), a opção do cônjuge crente é ficar só, nunca recasar.

E quanto ao divórcio, em Malaquias 2:14-16 diz que “Deus detesta o divórcio”. Quem recasar, repudiando sua mulher e casar com outra, comete adultério e vice-versa (Marcos 10:11-12; Romanos 7:3; Lucas 16:18).


Por tudo isso, recomendo aos casados que permaneçam casados e que sejam fiéis ao seu cônjuge e a sua família. Sua vida quando era incrédulo está diante da cruz e o Senhor perdoou os teus pecados. Mas separação e divórcio não são opções na vida de pessoas que se consideram Igreja, que consideram a Jesus como Senhor e Salvador, e que são fiéis à Sua Palavra. Seja fiel, viva como um discípulo de Jesus Cristo e aprenda com Jesus que o marido jamais abandona a sua esposa e a esposa jamais abandona o seu marido. Isto trará segurança, estabilidade e felicidade para os filhos crescerem saudáveis e o Senhor será glorificado.