quinta-feira, 14 de maio de 2015

Amor! O que é o amor?


"Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos, porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é o que vence o mundo, senão aquele que crê ser Jesus o Filho de Deus? – 1 João 5:3-5

Para chegarmos a um endereço determinado precisamos de orientações seguras para encontrarmos tal endereço. Não sendo assim, corremos o risco de ficar dando voltas sem conseguir chegar ao destino final.

Uma das armas que o nosso inimigo tem usado, nesta época da proliferação do conhecimento, multiplicação da ciência, disseminação de diversas formas de culto e religião, misticismo e misturas na adoração é a relatividade. Quando não se tem regras claras, tudo se torna relativo, dependendo do ponto de vista de cada um.

O conceito de amor é um dos alvos do nosso inimigo. Quando não entendemos o que é o amor, não conseguimos compreender o que Deus fez, não conseguimos compreender a Palavra de Deus, não conseguimos compreender o amor de Jesus, não conseguimos compreender o nosso próximo, não conseguimos compreender a nós mesmos. A única coisa que buscamos, então, é agradar a nós mesmos.

Do ponto de vista humano, o amor tem sido entendido e representado como um sentimento. A palavra amor pode ser representada pelos termos: afeição, carinho, afeto, compaixão, cumplicidade, misericórdia, atração, relação íntima, etc...

Mas veja o que diz o texto de João 3:16: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." Você concorda que entregar o seu filho para morrer em lugar de outra pessoa é amor? Você entregaria o seu filho? Parece insano.

Quando Jesus decide morrer pelos homens, sem ter cometido pecado, será que ele fez por sentimento ou por amor, obediência e submissão ao Pai?

Quando Jesus é traído por Judas, naquele mesmo dia ele celebra a santa ceia, lava os pés dos discípulos e senta para comer com eles. Se ele fosse olhar para o sentimento humano, não haveria motivos para sentar com traidores, mas por ter os seus olhos fixos no Pai e obedecer completamente à vontade do Pai, Jesus faz tudo o que faz, por causa do Pai, não como resposta a um sentimento.

Vamos ver o conceito bíblico, espiritual, do amor e que tipo de amor é este. Analise os teus conceitos de amor e transforme a tua vida pela renovação da tua mente através destes princípios eternos.

1 João 5:3 – Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos. Guardar ou praticar os mandamentos é o que Deus espera daqueles que dizem amar a Deus. Quem pratica e guarda, ama a Deus. Negar a si mesmo, dia a dia tomar a sua cruz, não fazer a sua própria vontade, mas a vontade de Deus, não envolve sentimento, mas obediência. Morrer por amor a Cristo, perder a vida por Cristo, não envolve sentimento, mas obediência por amor a um Deus que amou primeiro e salvou sua vida. A quem salva a sua vida, você deve fidelidade, liberalmente se entregar a essa pessoa como escravo e honrá-la por toda a sua vida. Foi Jesus que morreu por nós, foi Deus que nos entregou Jesus.

1 João 5:2 – "Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: quando amamos a Deus e praticamos os seus mandamentos." Amamos o próximo, não quando agradamos o próximo, não quando demonstramos compaixão ao próximo, não quando ajudamos e demonstramos compaixão ao próximo. Amamos o próximo quando aprendemos a amar a Deus e por causa Dele, praticamos os seus mandamentos. Só então, por praticar os mandamentos seguindo o exemplo do Mestre, podemos dizer que amamos o próximo. Afeto, compaixão e misericórdia pelo próximo desvinculados da prática dos mandamentos e submissão a Deus são apenas sentimentos e vontade humana que muda como muda o vento.

João 5:30 - Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo, porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou. Apesar de Jesus ter recebido toda a autoridade, ter vida em si mesmo, ter todo o poder nos céus e na terra, ele não se ensoberbeceu e se tornou independente, pelo contrário, mostrou ainda maior dependência do Pai, quando qualquer outro buscaria independência, exaltação própria e auto-promoção. Amar é fazer a vontade do Pai e não a própria vontade.


Medite nestes conceitos. Não se trata de agradar o ego, de dar prazer ao corpo, de agradar aos olhos, mas de fazer a vontade do Pai, em obediência e submissão.

No amor de Jesus Cristo,

Filipe A. Espindola
E-mail: espindola.filipe@gmail.com