terça-feira, 29 de setembro de 2015

Se o meu povo....

"Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. Estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração que se fizer neste lugar. Porque escolhi e santifiquei esta casa, para que nela esteja o meu nome perpetuamente; nela, estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias.” 2 Crônicas 7:14
Na época do Rei Salomão, o santo dos santos no templo era o lugar da visitação de Deus. Mas quando Jesus, o Messias, o Cristo, vem e faz expiação pelos nossos pecados na cruz do calvário, é ressuscitado pelo Pai ao terceiro dia, e nos deixa o Espírito Santo, o Consolador, aqui, para todos aqueles que confessam a Jesus Cristo como Senhor e Salvador, somos habilitados pelo sangue de Cristo e em Cristo, para sermos templo, habitação, morada do Espírito Santo; não mais o templo de pedra, cimento, tijolo e areia, feito por mãos humanas, mas o templo construído por Jesus Cristo em nós.

Na época de Salomão, Deus faz uma aliança com o povo prometendo bênçãos com uma condicional: “Se”.

Muitos hoje tem buscado um evangelho fácil, liberal, sem a condição imposta por Deus: “Se”. Precisamos lembrar que temos maior responsabilidade do que o povo daquela época. Vivemos no tempo em que o Espírito Santo já se manifestou em nós, temos a Palavra de Deus completa em nossas mãos, temos liberdade de chegar diante de Deus pois o véu se rasgou. Mas apesar de nossa geração ter tudo isso, precisamos ainda cumprir a condição “Se” que Deus nos alerta em 2 Crônicas 7.

Deus faz aliança com o povo, mas o povo não se manteve debaixo da aliança, adorou a outros deuses, desobedeceu aos mandamentos e como fruto, teve Jerusalém invadida por reinos pagãos, a cidade destruída diversas vezes e os seus cidadãos enviados como escravos para o exílio, sem falar nos milhares de mortos.

Algumas pessoas acham que os pastores são muito rígidos, outros acham que são muito radicais, outros procuram igrejas mais modernas, mais liberais, uma que seja adequada aos seus padrões de vida e comportamento. Mas a verdade é que no dia do arrebatamento da Igreja, da vinda do Senhor com a Igreja, do grande julgamento, e das bodas do cordeiro, o que valer não é o que eu penso e o que eu acho, mas o que diz a Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo nos diz em Romanos 10:9-10: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor  e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” Mas confessar não é apenas com a boca, mas com todo o seu ser, transformando palavras em atitudes, pois uma fé sem obras é morta, sem valor. As obras não tem a finalidade de pagar o preço da salvação, as obras que nós realizamos tem a finalidade de validar as nossas palavras. Se alguém diz que é submisso com a boca, mas não obedece ao primeiro pedido da autoridade, então esta pessoa não é realmente submissa. Ou seja, uma fé sem obras.

Só o sangue de Cristo tem poder para nos salvar da condenação do pecado, mas confessar a Cristo como Senhor é apenas uma parte do que compete a nós. Crer com o coração significa: transformar em atitudes o que a minha boca fala.

Creio que estamos vivendo em um tempo em que muitos estão sendo salvos e muitos estão se convertendo dos seus maus caminhos. Há uma abundância da presença do Espírito Santo. Creio que Deus já começou a derramar do Seu Espírito pois também creio que estamos nos últimos dias. Mas assim como nos tempos de abundância financeira sempre há muito desperdício, tenho visto muitas vidas se perderem por acharem que há perdão e misericórdia de Deus em abundância, e por isso, não crêem que o seu “pecadinho” pode leva-las para a condenação eterna.

É tempo de acordar! “Se o meu povo”, é uma oração condicional, tanto para a benção do reinado de Salomão, quanto para a habitação do Espírito Santo em nós nos dias de hoje. O Espírito Santo jamais vai habitar em alguém que pratica o pecado, seja ele qual for (Apocalipse 22:15). Quando nascemos espiritualmente, o Senhor nos incentiva à maturidade e vai ter muita paciência conosco até que venhamos a alcançar a perfeição (maturidade). Mas continuar na prática do pecado depois de ter conhecido e provado do Espírito Santo, pode ter consequências eternas de condenação.


Sejamos santos, assim como Ele é santo!